Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Clima extremo ameaça safras, transporte e renda das famílias
Câmbio e custos

Clima extremo ameaça safras, transporte e renda das famílias

Secas e enchentes podem encarecer alimentos, energia e deslocamentos, com impacto maior sobre quem tem menos espaço no orçamento.

A inflação climática pode aparecer no orçamento antes mesmo de ser percebida nos índices oficiais de preços. O aumento de custos provocado por secas, enchentes, calor extremo e danos à infraestrutura atinge alimentos, energia, transporte e outros produtos — e tende a pesar mais sobre as famílias que comprometem grande parte da renda com despesas básicas.

Quando a produção e o transporte são afetados

Uma enchente em uma área importante de cultivo pode reduzir a colheita de arroz e interromper etapas da logística. Com menos produto disponível e transporte mais caro, o impacto pode alcançar consumidores que vivem a centenas de quilômetros da região atingida.

Na Amazônia, a redução do nível dos rios também interfere no abastecimento. Como os cursos d’água são, em alguns casos, a única ligação com determinadas comunidades, a mercadoria pode deixar de chegar a vários pontos ou ser vendida por um preço maior. O resultado é uma compra menor para quem já tem pouco dinheiro disponível.

Os efeitos não se limitam às lavouras. Temporais podem destruir casas, pontes, estradas, comércios e estruturas públicas. A falta de chuva, por sua vez, prejudica safras, pastagens, transporte fluvial e abastecimento. Em qualquer uma dessas situações, os custos acabam distribuídos pela sociedade.

Pressão maior sobre os mais pobres

Para uma família com renda alta, o aumento de alguns reais no arroz pode representar um incômodo. Para uma família pobre, pode significar deixar de comprar o produto. A elevação de gastos com comida, transporte, energia e moradia amplia desigualdades porque compromete uma parcela maior do orçamento de quem tem menos margem financeira.

Parte da conta ainda não aparece imediatamente no IPCA. Ela pode surgir em dívidas para reconstruir uma casa, substituir uma geladeira perdida em uma enchente ou pagar aluguel mais caro em outro endereço. Também pode estar relacionada ao fechamento de comércios, ao encarecimento de seguros, a despesas emergenciais do governo e à paralisação de obras públicas.

Cenários regionais e resposta pública

Boletins oficiais apontam maior risco de chuvas acima da média no Sul e em parte do Sudeste e do Centro-Oeste. Já áreas do Centro-Norte podem registrar chuva abaixo da média e temperaturas mais elevadas. O texto também relaciona esse cenário a um El Niño fora do comum.

A elevação da Selic pode reduzir a demanda, mas não recupera pontes, protege lavouras, reorganiza cadeias de abastecimento ou restabelece o nível dos rios. Entre as medidas apresentadas estão planejamento climático, infraestrutura resiliente, defesa civil, seguro rural, adaptação urbana, proteção social, transição energética e política de abastecimento.

A crise climática também é associada à necessidade de reduzir os efeitos das mudanças no clima e de enfrentar o negacionismo climático. Sem ações de adaptação e prevenção, a conta pode aparecer não apenas nos preços, mas também no endividamento das famílias, nos gastos públicos e na reconstrução de áreas atingidas.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5