GOIÂNIA — O 16º Congresso Brasileiro do Cooperativismo de Crédito (Concred) movimentou aproximadamente R$ 4,16 milhões na economia de Goiânia. O cálculo considera os gastos de visitantes de outras cidades e Estados com hospedagem, alimentação e transporte urbano durante o evento, realizado de 26 a 28 de agosto, no Centro de Convenções da PUC Goiás.
Cerca de 2,5 mil participantes estiveram no congresso. A estimativa foi elaborada com base na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua) – Módulo Turismo, do IBGE, usando dados de 2024 acompanhados pelo Observatório da Goiás Turismo. O valor não inclui os contratos firmados pela organizadora para fornecedores e serviços ligados à estrutura do evento.
Ocupação hoteleira
A presença dos congressistas, somada à participação de estudantes nos Jogos Universitários Brasileiros (JUBs), realizados na mesma semana, elevou a ocupação média para 80% em alguns hotéis de Goiânia. Em estabelecimentos de maior porte, a taxa chegou a 100%, conforme levantamento da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis (ABIH-GO).
O presidente do Sistema OCB/GO, Luís Alberto Pereira, afirmou que a chegada de pessoas de outras cidades aqueceu a economia local e ajudou a divulgar Goiânia como destino. Ele também destacou que o congresso, considerado pelo dirigente o maior do mundo e realizado pela primeira vez em Goiás, reforçou a integração entre os sistemas de crédito cooperativo.
Paralelamente ao Concred, o evento Integração Juventude reuniu 3 mil estudantes da Grande Goiânia. Com a atividade, o público total passou de 5 mil pessoas. Para Luís Alberto Pereira, a participação dos jovens contribui para ampliar o conhecimento sobre a cultura cooperativista.
O presidente da Confederação Brasileira das Cooperativas de Crédito (Confebras), Luiz Lesse, disse que a escolha de Goiânia buscou aproximar o cooperativismo financeiro brasileiro de uma região onde o setor já tem presença forte e espaço para crescer. Segundo ele, somente a hospedagem representou uma estimativa de R$ 2,2 milhões.
Conhecimento e conexões
Luiz Lesse também citou a Feira de Negócios e os debates sobre inteligência artificial, Open Finance, governança, seguros, crédito rural e sucessão. Na avaliação dele, a programação aproximou as cooperativas goianas de tecnologias, produtos, serviços e temas que influenciam o futuro do setor.
Marcelo Baiocchi, presidente do Sicoob Nova Central, apontou a troca de conhecimentos como um dos principais resultados do congresso. Cerca de 400 pessoas das cooperativas de todo o Estado participaram pela instituição.
Celso Figueira, presidente da Central Sicredi Brasil Central, destacou a ampliação do contato entre cooperativas e lideranças. Para ele, o encontro abriu espaço para discutir estratégias, inovação, educação cooperativista e os próximos caminhos do setor.
Já Raimundo Nonato Leite Pinto, presidente da Central Sicoob Uni, afirmou que o congresso projetou o cooperativismo de crédito goiano no país e mostrou a capacidade de Goiás para receber eventos de grande porte. Os dirigentes defenderam que as ideias apresentadas sejam adaptadas às realidades regionais e aplicadas nas cooperativas.







