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Diretor do BC pede cautela em novos cortes da taxa Selic
Foto: Raphael Ribeiro/Banco Central
Câmbio e custos

Diretor do BC pede cautela em novos cortes da taxa Selic

Nilton David comparou o cenário da política monetária à direção em uma estrada com neve e neblina e defendeu movimentos previsíveis.

O diretor de política monetária do Banco Central, Nilton David, defendeu movimentos suaves e previsíveis da autoridade monetária diante das incertezas econômicas. A declaração ocorreu nesta quarta-feira (23), durante o J. Safra Investment Conference 2026, promovido pelo Banco J. Safra.

David comentou a decisão mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), que reduziu a taxa básica de 14% para 13,75% ao ano. Entre os fatores de incerteza citados estão o aumento de tarifas comerciais, a guerra no Oriente Médio e outras pressões inflacionárias.

Para explicar a condução dos juros nesse ambiente, o diretor comparou a política monetária à direção de um carro em uma estrada com neve e neblina. “Tem que diminuir a velocidade, manter os movimentos bastante cirúrgicos na direção, no acelerador e no freio e trazer previsibilidade”, afirmou.

Ajuste gradual dos juros

O diretor disse que o Banco Central manteve a Selic em nível elevado por um período prolongado, acima das expectativas dos agentes financeiros, e iniciou a redução dos juros mais tarde do que parte das projeções do mercado.

Segundo David, o ciclo atual não representa simplesmente cortes ou flexibilização monetária, mas um processo de calibração, feito com ajustes finos e passos comedidos. Na avaliação dele, mesmo após essa etapa, a economia brasileira ainda terá uma taxa de juros contracionista.

David afirmou que há cada vez mais sinais de que o nível da Selic vem contribuindo para levar o crescimento econômico para dentro do Produto Interno Bruto (PIB) potencial brasileiro. Ele também mencionou sinais de desaceleração na inflação de componentes mais cíclicos do consumo e algum equilíbrio maior no mercado de trabalho, embora o nível de atividade ainda esteja acima do potencial.

O diretor citou ainda o comportamento do petróleo. De acordo com ele, o preço do barril está se consolidando em um patamar mais elevado. Durante o conflito, havia expectativa de que o barril chegasse a US$ 150 caso o Estreito de Ormuz permanecesse fechado por meses. A obstrução durou três meses, mas o preço não alcançou esse nível.

David afirmou que as incertezas diminuíram e que, caso haja uma resolução do conflito, o petróleo pode levar alguns meses para voltar a patamares anteriores.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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