As taxas dos Treasuries avançam nesta sessão, enquanto as bolsas americanas operam em queda leve. Os investidores avaliam a possibilidade de um ciclo mais longo de restrição monetária nos Estados Unidos, movimento que devolve parte do alívio observado na véspera.
O dólar perdeu força depois de ter subido no exterior, pressionado pela fraqueza do iene. A moeda japonesa reagiu à informação de que o governo do Japão teria feito uma checagem de taxas no mercado de câmbio para sustentar o iene, após o banco central japonês elevar os juros em uma decisão contestada.
Indicadores do mercado
Próximo às 13h45, o rendimento da T-note de 2 anos estava em 4,748%, ante 4,683% no ajuste anterior. A taxa da T-note de 10 anos avançava para 5,003%, de 4,937%. O índice DXY, que compara o dólar com uma cesta de moedas fortes, subia 0,05%, aos 100,30 pontos. A divisa americana ganhava 0,38% ante o iene.
O Dow Jones caía 0,44%, aos 51.552,36 pontos. O S&P 500 recuava 0,24%, aos 7.619,29 pontos, enquanto o Nasdaq perdia 0,18%, aos 26.369,76 pontos. O movimento ocorria em meio às oscilações do petróleo e ao desempenho dos ativos ligados à tecnologia.
O Brent para novembro recuava 1,14%, a US$ 103,63 por barril, na ICE. O WTI para o mesmo mês subia 1,28%, cotado a US$ 95,99, na Nymex.
Os contratos de derivativos ligados a ações, opções sobre índices e contratos futuros também estavam no radar. O chamado “Triple Witching” prevê o vencimento de aproximadamente US$ 7 trilhões, segundo a Citadel. O volume equivale a cerca de 25% da exposição total a opções no mercado americano e pode ampliar a volatilidade dos ativos.
Projeções para juros e inflação
O Morgan Stanley passou a prever uma alta de juros pelo Fed em março do ano que vem, além da elevação esperada para dezembro deste ano. Os economistas do banco, liderados por Michael Gapen, projetam a manutenção da política monetária nesse patamar ao longo de 2027, com cortes adiados até que a inflação avance em direção à meta.
O banco também elevou sua previsão para a inflação americana neste ano e no próximo e passou a estimar desaceleração da atividade econômica em 2027. No cenário geopolítico, deixou de projetar uma solução de curto prazo para a guerra no Irã e incorporou um prêmio de risco maior para o petróleo.
A decisão do BoJ também foi analisada pelos investidores. A autoridade entregou a alta de juros esperada pelo mercado, mas a discordância de dois dirigentes indicados pela primeira-ministra Sanae Takaichi deu um tom mais propenso a juros baixos à decisão, embora a possibilidade de novas restrições tenha sido reafirmada.
Para Sosuke Nakamura, do Citi, a administração Takaichi ainda exerce influência favorável a uma política monetária mais flexível, mesmo após interações com o secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, incluindo uma intervenção cambial coordenada. Nakamura afirmou que o rumo dos juros japoneses dependerá da postura do Fed e projetou elevações em dezembro de 2026, além de março e julho de 2027.







