O dólar comercial subiu 0,44% nesta sexta-feira e encerrou o dia cotado a R$ 5,1250 no mercado à vista. O movimento veio após a valorização recente dos ativos brasileiros e refletiu um ajuste de posições antes do fim de semana, além da cautela com o noticiário eleitoral e as investigações do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
Na semana, a moeda americana acumulou queda de 0,10% ante o real. Em setembro, o recuo chega a 1,06%.
A liberação integral do conteúdo das investigações pelo presidente do STF, Edson Fachin, trouxe preocupação aos participantes do mercado. A avaliação é que novas informações envolvendo Flavio Bolsonaro (PL) poderiam afetar o desempenho recente da oposição nas pesquisas de intenção de voto.
Um estrategista de uma instituição local afirmou que a alta do dólar parece estar mais ligada à realização de lucros do que a uma mudança estrutural no chamado trade eleitoral. “É natural realizar parte dos ganhos, reduzir a exposição e entrar no fim de semana com posições menores”, disse.
O cenário internacional também limitou a disposição para assumir riscos. Os preços do petróleo permanecem elevados, os juros de longo prazo seguem em alta em diferentes países e aumentou a probabilidade de o Federal Reserve (Fed) elevar os juros na reunião da semana que vem.
Inflação e juros
No Brasil, o IPCA de agosto caiu 0,32%, enquanto a expectativa dos analistas consultados pelo VALOR DATA era de recuo de 0,28%. Para agentes do mercado, o resultado indicou melhora no comportamento da inflação e reforçou a possibilidade de o BC continuar calibrando os juros.
Nos Estados Unidos, o CPI de agosto avançou 0,4%, em linha com as estimativas. O núcleo do indicador subiu 0,3%, acima da projeção de 0,2%.
Depois da divulgação, o mercado passou a considerar praticamente certa uma alta dos Fed Funds na reunião da semana que vem, com 87% de probabilidade.







