A projeção para o dólar no fim do ano permaneceu em R$ 5,20 pela 13ª semana consecutiva, enquanto a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) recuou de 1,93% para 1,89%. Os dados fazem parte do boletim Focus, divulgado pelo Banco Central nesta segunda-feira (14).
A pesquisa também mostrou uma redução na expectativa para a inflação de 2026. A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 5% para 4,9%, queda de 0,1 ponto percentual em relação à semana anterior. É a primeira vez desde 18 de maio que o indicador aparece abaixo de 5% nas estimativas dos economistas.
A previsão ainda está acima do teto da meta de 3%, que admite tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos. Para o próximo ano, a expectativa para o IPCA subiu de 4,29% para 4,30%. As projeções para 2028 e 2029 foram mantidas em 3,8% e 3,5%, respectivamente.
Juros
Os economistas consultados pelo Banco Central mantiveram a expectativa de redução da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana. A previsão é de corte de 0,25 ponto percentual, levando a taxa a 13,75% ao ano.
A estimativa é que esse seja o último corte em 2026 e que a Selic termine o ano em 13,75%. Para os anos seguintes, o mercado manteve as projeções em 12% para 2027, 10,5% para 2028 e 10% para 2029.
Atividade e preços
A expectativa para o PIB em 2026 caiu para 1,89%, o menor nível desde 25 de maio. Já a inflação chegou a 4,9% depois de uma sequência de revisões para cima e para baixo: a previsão era de 4,92% em 18 de maio, atingiu 5,33% em 22 de junho e passou a recuar gradualmente.
A mudança nas estimativas ocorreu após o IPCA registrar queda de 0,32% em agosto, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na sexta-feira (11). O resultado foi influenciado pelo recuo na conta de luz, pelo alívio temporário do bônus de Itaipu e por reduções em passagens aéreas, alimentos e combustíveis.







