Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Economia empata com segurança pública entre as prioridades do eleitor
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Economia empata com segurança pública entre as prioridades do eleitor

Pesquisa BTG/Nexus mostra que temas econômicos somam 35%, mas a avaliação varia conforme a preferência política.

A economia aparece como uma das principais preocupações do eleitor brasileiro, mas sua relevância muda de acordo com a preferência política. Um cruzamento da pesquisa BTG/Nexus mostra que os temas econômicos somam 35% das menções, o mesmo percentual atribuído à segurança pública.

O levantamento considera como primeira ou segunda preocupação nacional a segurança pública, citada por 35% dos entrevistados. Saúde aparece em seguida, com 31%, e corrupção, em terceiro, com 23%.

A economia não foi reunida em uma única categoria. O grupo inclui baixo crescimento (10%), inflação (9%), desemprego (7%), impostos altos (5%), contas no vermelho (2%) e taxa de juros (2%). A soma apresentada na pesquisa chega a 35%.

A análise foi destacada pelo cientista político Antonio Lavareda, que afirmou que a forma de perguntar sobre as prioridades pode esconder o peso dos assuntos econômicos na decisão eleitoral. A pesquisa BTG/Nexus foi divulgada na segunda-feira (7), enquanto a entrevista com Lavareda foi publicada na quinta-feira (10).

A segurança pública e a saúde apresentam percentuais próximos entre os grupos políticos. O tema da segurança é citado por 39% dos apoiadores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 32% dos eleitores de Flávio Bolsonaro (PL) e 34% dos que preferem um candidato despolarizado. Na saúde, os índices são de 31% entre lulistas, 27% entre bolsonaristas e 36% entre os chamados neutros.

A diferença aumenta quando o assunto é corrupção. O tema é prioridade para 36% dos eleitores de Flávio, ante 11% dos lulistas e 22% dos despolarizados.

Na economia, 29% dos lulistas apontam uma das preocupações econômicas consideradas no levantamento. Entre os eleitores de Flávio, o índice chega a 49%, impulsionado principalmente pelo baixo crescimento, citado por 16%. No eleitorado independente, o percentual é de 47%.

As menções a desemprego e inflação variam pouco entre as preferências políticas. O contraste aparece na importância dada ao crescimento econômico, aos impostos e à taxa de juros, temas mais frequentes entre eleitores que não votam em Lula.

A pesquisa Quaest, divulgada no dia 7 de setembro, também indica diferença entre preferência política e percepção econômica. Entre pessoas com renda de até dois salários mínimos, 22% dizem que a economia melhorou nos últimos 12 meses, percentual mantido desde julho. Entre os lulistas, o índice é de 44%, embora seja o menor resultado das últimas cinco rodadas.

Ainda segundo a Quaest, 40% dos eleitores de menor renda afirmam que a renda não aumentou no último ano. Entre os lulistas, esse percentual cai para 23%.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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