A EMS espera alcançar faturamento próximo de R$ 13,5 bilhões em 2026, com crescimento aproximado de 25% em relação ao ano anterior. A projeção foi apresentada por Marcus Sanchez, vice-presidente da companhia, que atribui o desempenho à diversificação do portfólio, aos investimentos em pesquisa e à ampliação da capacidade produtiva.
A empresa lidera a fabricação de genéricos e medicamentos sob prescrição médica. O Grupo EMS detém 26% do mercado de genéricos, enquanto a EMS responde por 16% desse segmento, segundo a auditoria Close-Up. A companhia ocupa a liderança do setor farmacêutico e de cosméticos pelo sexto ano consecutivo no anuário Valor 1000.
Em 2025, o Grupo EMS registrou vendas líquidas de R$ 9,31 bilhões. Já em 2026, passou a reunir suas empresas farmacêuticas sob a marca Grupo EMS, anteriormente associadas ao Grupo NC. Para 2027, a expectativa é manter o crescimento com novos produtos, expansão internacional e avanço da plataforma de peptídeos.
Canetas e pesquisa no Brasil
O grupo lançou canetas de liraglutida Olire e Lirux em agosto de 2025. Os produtos foram desenvolvidos no Brasil, enquanto a linha baseada em semaglutida foi licenciada pela EMS. Segundo Sanchez, a empresa tem aproximadamente 82,4% de participação em faturamento no mercado de prescrição de liraglutida.
Em agosto de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou uma nova caneta de semaglutida, que será produzida sob o registro da Germed e comercializada pela Brace Pharma. A Anvisa também aprovou a versão genérica da caneta de semaglutida da EMS.
Para reduzir a dependência externa de insumos farmacêuticos ativos, a empresa investe 6% do faturamento anual no Centro de Pesquisa, Desenvolvimento e Inovação, em Hortolândia (SP). A estrutura reúne 1,5 mil pesquisadores, incluindo 155 com título de PhD.
Fábricas e expansão internacional
A unidade de Hortolândia recebeu investimentos de R$ 1,2 bilhão e pode produzir cerca de 20 milhões de canetas por ano. A capacidade poderá ser dobrada conforme o aumento da demanda.
Em 2027, o grupo prevê investir mais R$ 1 bilhão em uma nova planta em Manaus (AM). A unidade deverá ampliar a produção de comprimidos de 1,5 bilhão de unidades por mês para 2 bilhões de unidades por mês até 2028.
O Grupo EMS também possui fábricas em Jaguariúna (SP), Brasília (DF), São Jerônimo (RS) e Anápolis (GO), além da unidade da Galenika na Sérvia e da fábrica no México. A expansão prevista inclui Europa e Estados Unidos, com atuação por meio de parceiros e fábrica própria.
A compra da Medley ainda está em análise pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica. A intenção, segundo Sanchez, é manter as duas marcas como empresas independentes.
A companhia também destaca ações ambientais e de controle operacional, como um parque eólico no Rio Grande do Sul com capacidade de 108 megawatts, o tratamento da água descartada nas fábricas e o rastreamento de lotes por código de barras até a chegada a distribuidores e farmácias.







