SÃO PAULO — A Agência Nacional de Vigilância Sanitária autorizou nesta terça-feira (8) a comercialização de duas versões genéricas de liraglutida produzidas pela EMS. Os medicamentos serão destinados ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
A decisão amplia a oferta de remédios da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 no mercado brasileiro. A liraglutida tem efeito semelhante ao da semaglutida e da tirzepatida e participa do controle da glicose e da saciedade.
A substância estimula a liberação de insulina quando há níveis elevados de açúcar no sangue, reduz a produção de glicose pelo fígado e retarda o esvaziamento do estômago. Com isso, aumenta a sensação de saciedade.
Referências e preços
Os genéricos têm como referência dois medicamentos da própria EMS: Olire, voltado ao tratamento da obesidade, e Linux, indicado para pessoas com diabetes. Os produtos começaram a chegar às farmácias no fim do ano passado.
A versão com dosagem de 6 mg é apresentada em canetas. Os novos medicamentos ainda não tiveram os preços informados. Olire e Linux, por outro lado, são anunciados a partir de R$ 84 em grandes redes de farmácias na internet.
Pela legislação, os genéricos precisam custar pelo menos 35% menos que os medicamentos de referência. Eles também não podem ser vendidos com nome comercial: a comercialização ocorre apenas com a identificação da fórmula.
Embora tenha efeitos parecidos com os de semaglutida e tirzepatida, a liraglutida geralmente requer aplicação diária. As outras duas substâncias são administradas, em geral, uma vez por semana. Estudos clínicos indicam que a tirzepatida tende a promover maior redução de peso do que agonistas isolados de GLP-1, mas os resultados variam conforme a dose, o medicamento e o perfil de cada paciente.







