Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Família Persson amplia participação na H&M e reforça especulação sobre fechamento de capital
Foto: Bloomberg
Câmbio e custos

Família Persson amplia participação na H&M e reforça especulação sobre fechamento de capital

A família fundadora já detém mais de 68% das ações, enquanto a varejista enfrenta vendas fracas e concorrência de plataformas de baixo preço.

A família Persson, fundadora da H&M, comprou 36,8 milhões de ações da varejista neste ano por meio da holding Ramsbury Invest. O movimento elevou as especulações sobre a possibilidade de fechamento de capital da companhia, embora a família não tenha confirmado esse plano.

Stefan Persson, principal controlador da Ramsbury Invest e pessoa mais rica da Suécia, é filho de Erling Persson, fundador da H&M. O atual presidente do conselho de administração, Karl-Johan Persson, é filho de Stefan.

A família e entidades relacionadas tinham mais de 68% das ações no fim de agosto, contra 49,5% no início de 2021. Pela legislação sueca, acionistas com 90% de uma companhia podem obrigar os demais investidores a vender seus papéis.

Sverre Linton, diretor jurídico da Associação Sueca de Acionistas, afirmou que a estratégia parece ser a compra gradual das ações restantes. Ele disse que uma recuperação da empresa, capaz de elevar o preço dos papéis, ou uma oferta em dinheiro razoável beneficiaria os acionistas minoritários.

Desempenho da varejista

A H&M tenta aumentar as vendas em meio à redução dos gastos dos consumidores e à concorrência de empresas como Shein e Inditex, dona da Zara. As ações perderam mais de 50% do valor desde o pico alcançado em 2015.

Daniel Erver assumiu como diretor-presidente em janeiro de 2024, com a tarefa de melhorar a rentabilidade e fortalecer a marca. Até agora, porém, não conseguiu reaquecer o crescimento das vendas. A receita caiu 1% no primeiro trimestre e ficou estável no segundo. Analistas esperam crescimento modesto no terceiro trimestre.

O porta-voz da Ramsbury Invest afirmou que a família Persson acredita na companhia, mantém uma posição de longo prazo e historicamente ampliou sua participação. Ele não comentou eventuais planos de fechamento de capital.

O analista do Deutsche Bank Adam Cochrane espera que a H&M deixe a bolsa até 2030. Peter Magnusson, gestor de portfólio da Cicero Fonder, também considera essa possibilidade e afirmou que a família pode preferir atuar fora do mercado acionário para seguir estratégias de prazo mais longo.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5