GOIÂNIA — A capital abriu 6.368 empresas em agosto de 2026, alta de 13,3% em relação ao mesmo mês do ano passado. Os dados foram divulgados pela Prefeitura nesta sexta-feira, 11, e mostram a predominância dos microempreendedores individuais (MEIs) entre os novos negócios.
Do total, 4.636 empresas são de MEIs, o equivalente a aproximadamente 73%. Também foram abertas 1.224 microempresas, 251 empresas de pequeno porte e 257 negócios de médio e grande porte.
Atividades com mais registros
A promoção de vendas liderou a lista de atividades, com 198 novas empresas. Em seguida aparecem os serviços de preparação de documentos e apoio administrativo, com 173 registros, e o transporte rodoviário de cargas, com 153.
Os serviços de entrega rápida somaram 114 empresas, enquanto as holdings não financeiras tiveram 113 registros. O fornecimento de alimentos preparados para consumo domiciliar contabilizou 112 novos negócios. Já os serviços de cabeleireiro, manicure e pedicure registraram 78 empresas.
De acordo com a Secretaria Municipal de Desenvolvimento, Indústria, Comércio, Agricultura e Serviços (Sedicas), o resultado está ligado ao cenário econômico e à preparação dos empreendedores para o período de maior movimentação comercial no fim do ano.
Para Thais Aparecida Santos, superintendente de Desenvolvimento Econômico da Sedicas, o crescimento indica perspectivas positivas para a atividade econômica da capital. A secretaria oferece orientação, formalização e acesso a serviços por meio da Casa do Empreendedor, além de capacitação, geração de oportunidades e ações de simplificação, digitalização e regularização dos negócios.
A Sedicas também mantém parcerias com instituições como o Sebrae para capacitação e orientação de pequenos negócios.
Cuidados antes da formalização
A orientação aos novos empreendedores é avaliar a viabilidade da empresa antes de formalizar a atividade. Entre os pontos indicados estão o conhecimento do mercado, a identificação do público, a análise de concorrentes e fornecedores e o levantamento dos custos de manutenção.
Também é necessário escolher a natureza jurídica e o regime tributário adequados, além de buscar capacitação para reduzir riscos na abertura e na manutenção do negócio. “O empreendedor precisa conhecer o mercado, avaliar potenciais clientes, concorrentes e fornecedores, entender os custos e a viabilidade do negócio e definir com clareza seu público e seu diferencial”, explica Thais.







