A Ballena faturou R$ 105 milhões em 2025, quatro anos depois de ser criada por Fernando Gorayeb. A marca de licor passou de uma produção inicial de 6 mil garrafas para 250 mil unidades por mês, impulsionada por estratégias de marketing e pela criação de uma comunidade em torno do negócio.
A empresa chegou a destinar 30% do faturamento bruto anual ao marketing. Os investimentos incluíram eventos, colaborações com grandes marcas e produtos com a imagem da mascote, uma baleia. A Ballena também está presente em 12 mil pontos de venda e patrocina eventos de automobilismo e esportes aquáticos.
“Tem muita gente que não consome bebida alcoólica, mas que consome a Ballena”, afirmou Gorayeb. A marca começou com um licor à base de tequila e sabor de morango, vendido em uma garrafa rosa desenhada para preservar o apelo visual mesmo com a redução do líquido na embalagem. Depois, ganhou versões de chocolate com caramelo e coco.
Estratégia e expansão
Antes de criar a Ballena, Gorayeb se formou em direito e trabalhou com fusões e aquisições. A experiência o aproximou do empreendedorismo. Fã de viagens, experiências e restaurantes, ele iniciou sua trajetória no setor ao importar a Fever-Tree, marca inglesa de água tônica.
Depois, fundou a St. Pierre, criada para ocupar o espaço entre as águas tônicas mais baratas e as marcas premium. A Burlone, de gim e vodca, seguiu uma proposta semelhante. Já a Easy Booze aposta em bebidas prontas para consumo, um mercado ainda pouco explorado no Brasil.
A Moving é a aposta mais recente de Gorayeb. A marca oferece bebidas proteicas e gaseificadas, com opções que incluem eletrólitos e cafeína. O produto foi desenvolvido para o mercado de bem-estar e não segue a fórmula tradicional das bebidas proteicas à base de leite.
Além das empresas de bebidas, Gorayeb é sócio de negócios dos setores de saúde e imobiliário. Segundo ele, a atuação varia conforme cada marca: em algumas, participa do conselho e da estratégia; em outras, acompanha de perto as atividades do dia a dia. “Mas você nunca pode deixar desamparado algo que está em crescimento só porque apareceu outra oportunidade”, disse.







