Funcionários da Caixa decidiram manter a greve iniciada no último dia 10 depois de rejeitarem o acordo coletivo de trabalho (ACT). A proposta foi recusada por 59,3% dos votos, informou o Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região.
O sindicato havia recomendado a aprovação do acordo. Após a assembleia, o comando de greve passou a discutir o resultado e os próximos passos do movimento. A entidade informou que a paralisação continuaria amanhã, dia 22 de setembro.
Antes da votação, a presidenta do sindicato, Neiva Ribeiro, afirmou que a entidade e a Contraf-CUT haviam pressionado a direção da Caixa por melhorias nas propostas. Ela também citou os riscos do fim da ultratividade e a possibilidade de um julgamento incerto no TST.
Neiva Ribeiro disse ainda que a mobilização dos empregados levou a Caixa a avançar em pontos considerados importantes durante as negociações. A orientação pela aprovação, segundo ela, levou em conta a conjuntura e os possíveis efeitos relacionados à negociação do acordo.
Procurada, a Caixa afirmou que continua trabalhando na construção de uma solução que preserve os interesses dos empregados, da instituição, dos clientes e da sociedade brasileira. O banco também declarou manter diálogo permanente com as representações dos empregados desde o início da campanha salarial.
Durante a greve, os clientes podem usar normalmente os canais digitais e remotos da Caixa, informou o banco.







