A produção industrial de Minas Gerais acumulou alta de 0,7% no ano até julho, abaixo do avanço de 1,1% registrado no Brasil. Na comparação com julho do ano anterior, o estado ficou estável, com variação de 0,0%, enquanto a indústria nacional recuou 0,5%, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
No resultado mensal, Minas Gerais teve crescimento de 0,3% em julho, considerando a série com ajuste sazonal. O índice nacional avançou 0,2%. A alta mineira veio após dois meses seguidos de resultados negativos, que haviam acumulado perda de 2,4%.
Alessandra Coelho de Oliveira, chefe da seção de pesquisas econômicas do IBGE em Minas Gerais, afirmou que o desempenho do estado tem alternado resultados positivos e negativos desde o início do ano. Foram três indicadores positivos e quatro negativos no período, embora o acumulado ainda permaneça no campo positivo.
Atividades que mais avançaram
Das 14 atividades pesquisadas em Minas Gerais, oito registraram crescimento na comparação com o mesmo mês do ano anterior. Os maiores avanços foram observados em produtos do fumo, com 29,0%; bebidas, com 15,5%; e coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com 12,6%.
Na direção oposta, produtos químicos recuaram 14,4%, enquanto produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos, tiveram queda de 9,1%. Indústrias extrativas, produtos químicos e alimentos exerceram as principais influências negativas sobre o indicador. O refino e os biocombustíveis foram a principal influência positiva.
Na comparação entre estados, Amazonas teve expansão de 14,6%. Já Mato Grosso registrou queda de -9,0%; Pará, de -4,5%; Rio Grande do Norte, de -12,4%; Maranhão, de -6,2%; e Bahia, de -4,9%.
Apesar da influência negativa em julho do ano anterior, a indústria extrativa continuou contribuindo positivamente para o acumulado de Minas Gerais no ano, segundo Alessandra Oliveira.







