A Inpasa Agroindustrial encerrou 2025 com receita líquida de R$ 22,8 bilhões, alta de 67% em relação ao ano anterior. O Ebitda ajustado avançou 80%, para R$ 7,3 bilhões, enquanto o lucro líquido quase dobrou e chegou a R$ 4,9 bilhões.
O crescimento foi impulsionado pelo processamento de 11,6 milhões de toneladas de grãos no Brasil, volume 45% maior que em 2024. A nova unidade de Balsas, no Maranhão, começou a moer milho em março de 2025 e atingiu a capacidade total em setembro. Com isso, a produção de etanol e DDGS cresceu na mesma proporção do processamento, enquanto o óleo de milho avançou 47%.
Modelo integrado e expansão
Fundada no Paraguai em 2006, a empresa abriu sua primeira fábrica brasileira em Sinop, no Mato Grosso, em 2019. Atualmente, são oito plantas em operação: seis no Brasil e duas no Paraguai. A maior biorrefinaria de etanol em uma única instalação fica em Sinop e produz etanol, farelo proteico e óleo vegetal a partir do mesmo grão.
A estratégia inclui instalar fábricas perto das regiões produtoras e tratar o DDGS e o óleo de milho como produtos de maior valor. Essas duas linhas geraram R$ 4,2 bilhões em 2025. A companhia também mantém uma rede própria de silos, com capacidade superior a 5,6 milhões de toneladas.
Mesmo com alta de 12,7% no custo médio dos grãos comprados, a margem bruta subiu para 41,5%. As operações geraram R$ 5 bilhões em caixa, o que ajudou a financiar os R$ 3,8 bilhões investidos nas obras do período. A dívida líquida chegou a R$ 9,3 bilhões, mas a alavancagem caiu de 1,7 para 1,3 vez o Ebitda.
Novas unidades e mercado
A biorrefinaria de Luís Eduardo Magalhães, na Bahia, começou a operar em abril, após investimento de R$ 1,3 bilhão, e produz 470 milhões de litros de etanol por ano. Em Rio Verde, Goiás, uma unidade de R$ 2,5 bilhões terá capacidade anual de 1 bilhão de litros e previsão de conclusão para o fim de 2026.
Também estão previstas uma ampliação em Nova Mutum, no Mato Grosso, com acréscimo de 500 milhões de litros, e uma planta em Rondonópolis, no mesmo estado, projetada para entrar em operação no primeiro trimestre de 2027. Com os projetos, a Inpasa espera passar de 6,7 bilhões para 8,6 bilhões de litros de etanol por ano.
Na safra 2025/2026, o país produziu 37,5 bilhões de litros de etanol. O etanol de milho alcançou 10,17 bilhões de litros, alta de 29,8%, enquanto o produzido a partir da cana recuou 6,9%, para 27,33 bilhões de litros. A Inpasa respondeu por 5,4 bilhões de litros, além de 2,7 milhões de toneladas de DDGS e 284,9 mil toneladas de óleo vegetal.
A mistura obrigatória de etanol anidro na gasolina passou de 30% para 32% em 1º de agosto, por 180 dias prorrogáveis. A companhia também se habilitou como a primeira exportadora brasileira de DDGS para a China e embarcou 62 mil toneladas.
Entre 2021 e 2025, a intensidade de emissões dos escopos 1 e 2 caiu de 16,5 para 6,8 quilos de CO2 equivalente por tonelada de milho processado. A empresa gerou 2.080 GWh com biomassa e exportou 1,58 milhão de gigajoules para a rede.







