O Josephina III Fundo de Investimento em Participações, acionista da Oncoclínicas, abriu um procedimento arbitral contra a gestora Latache na Câmara de Arbitragem do Mercado (CAM). A disputa envolve a exigência de uma oferta pública de aquisição de ações (OPA).
A controvérsia surgiu após uma reorganização societária realizada em novembro de 2024 na estrutura de investimento mantida pelos fundos Josephina na Oncoclínicas. Para a Latache, a operação fez com que a obrigação de lançar a OPA fosse acionada pelo atingimento de participação relevante.
O Josephina contesta essa interpretação e busca, na arbitragem, uma declaração formal de que a oferta não é exigível. O fundo argumenta que a regra prevista no estatuto da Oncoclínicas não se aplica ao caso ou que a operação está abrangida pelas exceções previstas no documento.
A Oncoclínicas informou que não é parte no procedimento arbitral. A companhia também reiterou o compromisso de manter o mercado informado sobre os desdobramentos relevantes do processo.







