Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Mercado reduz exposição ao dólar enquanto monitora juros no Japão e nos EUA
Câmbio e custos

Mercado reduz exposição ao dólar enquanto monitora juros no Japão e nos EUA

Iene alcança o maior nível em sete meses, enquanto investidores avaliam inflação, petróleo e decisões de bancos centrais.

A possibilidade de uma alta de juros pelo Federal Reserve em setembro ganhou espaço entre os investidores após o relatório de empregos dos Estados Unidos superar as expectativas. O mercado passou a atribuir 60,4% de chance de aumento e 39,6% de manutenção, mas os dados de inflação previstos para o fim da semana podem influenciar mais a decisão do banco central americano.

O dólar também perdeu força diante das principais moedas desenvolvidas nesta segunda-feira, em um pregão de liquidez restrita pelo feriado de Dia do Trabalho nos Estados Unidos. A moeda americana recuou enquanto o iene avançou ao maior nível em sete meses, impulsionado pela expectativa de um aperto monetário mais amplo no Japão.

Por volta das 8h55 (horário de Brasília), o índice DXY, que acompanha o dólar diante de uma cesta de moedas fortes, caía 0,23%, aos 98,95 pontos. No mesmo momento, a moeda americana recuava 0,98% ante o iene. O euro subia 0,09%, e a libra esterlina avançava 0,14% em relação ao dólar.

A retomada do choque do petróleo voltou a pressionar as expectativas de inflação e reforçou as apostas em políticas monetárias mais restritivas. O mercado passou a considerar que o Banco do Japão (BoJ) e o Banco Central Europeu (BCE) podem elevar os juros pelo menos duas vezes até o fim do ano.

Pressões sobre o iene

Estrategistas de câmbio do ING avaliam que o mercado já incorporou diversas notícias positivas para o iene, entre elas a possibilidade de aceleração do aperto monetário pelo BoJ e a repatriação de ativos para o Japão.

Segundo o ING, uma alta de juros pelo Fed poderia manter o dólar em uma faixa entre 155 e 160 ienes, em vez de provocar uma queda imediata. “No entanto, prevalecem os riscos de queda caso estejamos subestimando um possível acordo de política econômica entre Washington e Tóquio”, disse o banco.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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