MINAS GERAIS — A indústria mineira de móveis e colchões registrou queda de 29,1% no volume de vendas nos primeiros sete meses de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O faturamento recuou 26,9%, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE). No mesmo intervalo, as importações cresceram 40%, com forte participação de produtos chineses.
O levantamento integra a Conjuntura de Móveis, estudo mensal elaborado pelo Iemi – Inteligência de Mercado para a Associação Brasileira das Indústrias do Mobiliário (Abimóvel). Entre janeiro e julho de 2026, as importações passaram de US$ 14,939 milhões para US$ 20,913 milhões. A China respondeu por 90,9% dos produtos, seguida por Israel, com 1,8%, e Itália, com 1,4%.
Também houve aumento expressivo na quantidade de peças que chegaram ao estado. Minas Gerais importou 470 mil peças de janeiro a julho do ano passado. Neste ano, o volume superou 1 milhão, alta de 124%, com 587 mil peças a mais desembarcando no período.
Exportações e preços
As exportações mineiras caíram 0,61% em dólar na comparação entre os primeiros sete meses de 2026 e o mesmo período de 2025. O setor enviou 104 mil peças ao exterior, contra 126 mil peças no ano anterior, uma redução de 17,4%.
Os Estados Unidos foram o principal destino, com 18,8% das vendas externas, seguidos por Argentina, com 13,5%, e Chile, com 7,9%.
No varejo, os preços regionais de mobiliário subiram 3,96% em julho, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O índice ficou acima da inflação geral, de 3,43%, e da média nacional do segmento, que avançou 2,59%.
Para Pedro Hudson Cordeiro, professor do Ibmec BH, a concorrência dos móveis importados, os juros elevados e o aumento dos custos de produção reduziram a competitividade das empresas mineiras. Ele destaca ainda a alta do MDF, que pressiona principalmente os pequenos negócios.
No cenário nacional, as exportações brasileiras de móveis e colchões recuaram 6,5% no primeiro semestre de 2026, de US$ 374,2 milhões para US$ 349,7 milhões. As importações avançaram 41,7%. No mercado norte-americano, as vendas caíram 42%, redução de aproximadamente US$ 44 milhões.
Cândida Cervieri, diretora-executiva da Abimóvel, afirmou que a entidade ampliou missões comerciais e ações de promoção internacional para diversificar mercados e fortalecer a presença do móvel brasileiro no exterior.







