Os preços do petróleo recuavam nesta sessão, pressionados pela valorização do dólar, mas continuavam próximos das máximas de quatro meses. A preocupação com a oferta permanece devido a problemas na operação do oleoduto Leste-Oeste, na Arábia Saudita, e à ameaça de Teerã de apreender navios.
Por volta das 8h20, o petróleo Brent para entrega em novembro caía 1,39%, a US$ 107,22 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o WTI para o mesmo mês recuava 1,94%, a US$ 98,80.
Os preços haviam encerrado a sessão anterior nos níveis mais altos desde maio. Em nota, o Berenberg afirmou que o aumento dos riscos de abastecimento levou o Brent a avançar temporariamente 5%, até US$ 109,80, também o maior nível desde maio.
Estoques sauditas
A expectativa do Berenberg é que os estoques no terminal de exportação saudita em Yanbu sejam suficientes para manter os embarques por mais cinco a sete dias. Caso a paralisação do oleoduto continue, a instituição prevê possibilidade de escassez efetiva de oferta.
O dólar ganhou força com o aumento das incertezas geopolíticas, que ampliou a procura pela moeda americana como ativo de segurança. Os preços elevados da energia também aumentam as pressões inflacionárias nos Estados Unidos e reforçam as expectativas de uma política monetária mais restritiva do Federal Reserve (Fed).







