Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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PIB desacelera e consumo das famílias recua com juros elevados
Câmbio e custos

PIB desacelera e consumo das famílias recua com juros elevados

Economia brasileira avançou 0,5% no segundo trimestre de 2026, enquanto o consumo das famílias caiu 0,4%.

A economia brasileira perdeu ritmo no segundo trimestre de 2026. O Produto Interno Bruto (PIB) cresceu 0,5% entre abril e junho, abaixo da alta de 1,1% registrada nos primeiros três meses do ano. No mesmo período, o consumo das famílias recuou 0,4%.

O resultado é associado aos juros elevados e ao alto nível de endividamento, que reduzem o espaço disponível para novas compras. Para o especialista em finanças e investimentos Fellipe Rabelo, o crédito mais caro afeta consumidores, empresas e o mercado de trabalho.

Crédito mais caro e restrito

Com os juros altos, os bancos passam a exigir condições financeiras melhores e ficam mais seletivos na concessão de crédito. Os limites podem ser reduzidos e, mesmo quando há liberação de recursos, as parcelas tendem a pesar mais no orçamento das famílias.

A retração do consumo também pode atingir o comércio e as empresas, com queda nas vendas, aumento dos estoques e adiamento de investimentos. Esse movimento pode reduzir o ritmo de novas contratações, enquanto financiamentos, empréstimos e capital de giro ficam mais caros.

Como priorizar as dívidas

Rabelo recomenda que as famílias endividadas interrompam primeiro o crescimento das dívidas e evitem novos empréstimos ou parcelamentos com juros elevados. A orientação é listar todas as obrigações e identificar as que têm maior custo, com atenção especial ao rotativo do cartão de crédito e ao cheque especial.

A renegociação pode ajudar a reduzir os juros, ampliar o prazo de pagamento e ajustar as parcelas ao orçamento. O especialista também orienta organizar o fluxo de caixa antes de assumir novos compromissos, registrando quanto entra, quanto sai e qual parcela da renda já está comprometida.

Consumo mais cauteloso

Na avaliação de Rabelo, a combinação entre um PIB crescendo menos e a queda no consumo indica um comportamento mais cauteloso dos brasileiros. Com parte da renda comprometida por dívidas, parcelas e despesas essenciais, as famílias tendem a reduzir principalmente compras maiores e gastos não prioritários.

Como o consumo das famílias representa uma parcela relevante da atividade econômica, a queda nas compras afeta o desempenho do PIB. Para quem está endividado, taxas altas sobre o saldo devedor podem fazer uma dívida administrável se tornar mais grave, deixando menos renda disponível para alimentação, moradia e saúde.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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