O candidato do Missão à Presidência, Renan Santos, afirmou que não pretende manter o reajuste de 15,4% do Bolsa Família anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Para ele, a medida é uma forma de usar recursos públicos durante o processo eleitoral.
Santos também criticou Flávio Bolsonaro, do PL, por dizer que manterá o novo valor caso seja eleito. O candidato do Missão classificou o adversário como “vaselino e enganador”. Em um ato de campanha em Joinville no sábado (19), Flávio chamou o reajuste de um “ato de desespero” de Lula, mas declarou que preservaria o benefício.
Na segunda-feira (21), Gilmar Mendes reconheceu a legalidade do decreto que alterou o valor do Bolsa Família. A decisão respondeu a um pedido da Advocacia-Geral da União (AGU), que também não identificou ilegalidade na medida.
Críticas à campanha e à pesquisa
Durante sabatina promovida pelo SBT Brasil, Renan Santos declarou que não apoiará Flávio Bolsonaro em um eventual segundo turno. Ele disse que pessoas ligadas à campanha do candidato do PL entraram em contato para conversar, mas negou a possibilidade de acordo ou aproximação.
Na pesquisa Quaest divulgada na segunda-feira (21), Santos apareceu com 3% das intenções de voto no primeiro turno. A rejeição ao nome dele passou de 30% para 35%. O candidato afirmou que não leva o levantamento a sério e criticou pesquisas de rua, que, segundo ele, costumam apresentar resultados melhores apenas perto das eleições.
Santos ainda atribuiu ao ministro Dias Toffoli, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a suspensão de sua campanha nas redes sociais. “O Dias Toffoli me prejudicou, sim”, afirmou. Ele disse que a decisão teria sido uma vingança por ter organizado quatro manifestações pedindo a saída do ministro, citando o envolvimento dele no escândalo do Banco Master.
Segundo o candidato, a suspensão durou um dia e meio e afetou a comunicação da campanha e o desempenho dela no algoritmo da rede social.







