Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Rotina de Bolsonaro em prisão domiciliar impede Michelle de viajar, dizem aliados
Câmbio e custos

Rotina de Bolsonaro em prisão domiciliar impede Michelle de viajar, dizem aliados

Defesa pediu autorização para que outra pessoa cuidasse do ex-presidente durante a ausência da ex-primeira-dama, mas pedido não foi despachado.

A rotina de cuidados de Jair Bolsonaro durante a prisão domiciliar deve manter Michelle Bolsonaro em Brasília no 7 de setembro, segundo aliados. A ex-primeira-dama era esperada no ato do PL em São Paulo, mas não poderá viajar porque não houve autorização para que outra pessoa assumisse a tutela do ex-presidente durante sua ausência.

O pedido foi protocolado pelo advogado João Henrique Nascimento. Pessoas próximas de Michelle afirmam que a solicitação não teria sido despachada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Cuidados diários

Desde que Bolsonaro passou a cumprir prisão domiciliar, Michelle ficou responsável por tarefas como preparar a alimentação e administrar os medicamentos do marido. Aliados dizem que a rotina também tem limitado viagens, compromissos políticos e a participação dela em alguns cultos religiosos.

A senadora Damares Alves (Republicanos), que apoia Michelle, afirmou que uma viagem para São Paulo exigiria pelo menos dez horas fora de casa. Mesmo em uma aeronave particular, segundo ela, o deslocamento ocuparia um dia inteiro. “Quem vai cuidar do Jair?”, questionou.

Damares disse ainda que Michelle não pode permanecer mais de três horas longe de casa. A avaliação de aliados e pessoas próximas é que uma ausência prolongada poderia ser interpretada como falta de cuidados com Bolsonaro e alimentar argumentos para uma eventual transferência dele para um presídio.

Participação política limitada

Michelle articulou a transferência do marido para a prisão domiciliar e conversou com Moraes durante as negociações sobre a mudança de regime. Depois da decisão, interlocutores relatam que a rotina dela ficou praticamente “asfixiada” pelas condições impostas à prisão.

A senadora afirmou que Michelle passaria o feriado em casa. Pela manhã, teria deixado a comida de Bolsonaro pronta, ido à igreja e retornado para alimentá-lo. Damares também disse que a ex-primeira-dama tentaria participar de reuniões políticas à tarde e à noite.

Aliados do casal atribuem a Moraes a intenção de prender os dois. Um deles avaliou, sob reserva, que as restrições impostas ao ex-presidente acabaram atingindo também Michelle.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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