A Shell Brasil mantém em avaliação as possibilidades de monetização de quatro áreas de petróleo na Bacia de Barreirinhas, no Maranhão, dentro da Margem Equatorial. A informação foi dada por João Santos Rosa, presidente da petroleira anglo-holandesa, em sua primeira entrevista pública desde que assumiu o cargo, em agosto.
A empresa também acompanha a região onde a Petrobras perfura o poço Morpho, na Bacia da Foz do Amazonas, apontado como o primeiro poço exploratório da companhia na Margem Equatorial. A Shell tem quatro blocos em Barreirinhas, mas a exploração dessas áreas não está prevista, de forma exata, para 2026 ou 2027. As avaliações, porém, continuam em andamento.
Foco no Sul da Bacia de Santos
Rosa afirmou que a prioridade da Shell Brasil está na exploração de blocos no Sul da Bacia de Santos. Ainda assim, segundo ele, o Brasil permanece importante para o portfólio de negócios da empresa. “O Brasil é um país importante para a Shell, e não é de hoje”, disse o executivo.
O presidente também avaliou a capacidade de resposta do Brasil durante a guerra, destacando as exportações de petróleo. Para Rosa, essa atuação foi importante e continua sendo relevante.
A Shell Brasil ainda conseguiu redirecionar fluxos de óleo cru e derivados para atender clientes da companhia depois do fechamento do Estreito de Ormuz, relacionado ao conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã.







