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Quatro agentes estavam de plantão quando Sicário tentou tirar a própria vida
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Quatro agentes estavam de plantão quando Sicário tentou tirar a própria vida

Relatório da Polícia Federal aponta que Mourão foi encontrado 15 minutos depois e conclui que não houve omissão dos agentes.

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como Sicário, foi encontrado inconsciente em uma cela da sede da Polícia Federal de Belo Horizonte 15 minutos depois de entrar no local. Quatro agentes estavam de plantão no momento da tentativa de suicídio, conforme documentos da investigação divulgados após a retirada parcial do sigilo do caso Master no Supremo Tribunal Federal.

Mourão morreu após ter a morte encefálica declarada em 6 de março, em decorrência dos ferimentos sofridos na tentativa ocorrida em 4 de março. De acordo com o relatório da PF, ele foi levado à sala de detenção às 15h17. Nenhum agente permaneceu próximo da área, que era monitorada por câmeras.

Os policiais disseram em depoimento que estavam envolvidos em tarefas burocráticas e que havia excesso de serviço naquele dia. A investigação concluiu que os quatro plantonistas estavam submetidos a alta demanda funcional, mas isso não caracterizaria abandono da custódia. O documento afirma que “não houve indução nem omissão própria ou imprópria” e atribui a tentativa exclusivamente à atuação da vítima.

Atendimento e investigação

O relatório registra que, às 15h23, Mourão entrou no banheiro da cela. Às 15h41, um agente entrou na área de detenção e o encontrou inconsciente. Ele foi retirado do local às 15h42, e as manobras de reanimação começaram às 15h43. A equipe do Samu chegou às 16h13 e o levou ao Hospital João XXIII.

Antes disso, Mourão havia passado cerca de duas horas em audiência com os advogados e pedido várias vezes para usar o banheiro externo, alegando desconforto abdominal. Ele recebeu autorização para sair da cela sem supervisão.

Agentes relataram que o preso parecia confuso e tocava com frequência o rosto, principalmente as narinas. Laudos anexados ao processo, porém, apontaram resultado negativo no exame toxicológico para substâncias químicas ou psicotrópicas que pudessem influenciar seu comportamento.

Nas horas em que permaneceu preso, ele tentou telefonar para a mãe e a irmã 18 vezes. Também recebeu a visita da namorada, que deixou o local às 11h30. Familiares disseram não ter percebido sinais de depressão ou desequilíbrio psicológico. A mãe relatou que ele havia dito estar bem e tranquilo.

Em 14 de maio, Paulo Gonet, procurador-geral da República, pediu o arquivamento do caso com base na conclusão da investigação. Seis dias após a morte de Mourão, o pai e a madrasta procuraram a PF para relatar ameaças relacionadas a dívidas supostamente deixadas por ele.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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