O Banco de Brasília (BRB) afastou cinco empregados durante as investigações relacionadas ao caso Master. Entre eles estão dois ex-diretores: Dario Oswaldo Garcia Júnior, que ocupava a diretoria de finanças, e Luana de Andrade Ribeiro, ex-diretora de riscos.
Os nomes não foram divulgados pelo banco. Garcia Júnior e Ribeiro deixaram as diretorias após a chegada do novo CEO, Nelson de Souza, em novembro do ano passado. Desde então, os dois atuavam como escriturários em agências.
O pedido de afastamento partiu da corregedoria do BRB e foi autorizado pelo conselho de administração. Em nota, o banco informou que a corregedoria foi autorizada a dar continuidade ao afastamento cautelar dos cinco empregados. “O banco reforça que os afastamentos são cautelares e não representam antecipação de juízo em relação ao mérito das investigações”, afirmou a instituição.
Análise da Polícia Federal
Um relatório da Polícia Federal, divulgado após a retirada do sigilo do caso, examina a atuação dos integrantes da diretoria do BRB nas compras de carteiras do Banco Master. As operações foram conduzidas pelo então presidente do banco regional, Paulo Henrique Costa, que está preso.
A análise considera a participação dos diretores em reuniões e o direito de voto em deliberações. Sobre Garcia Júnior, a PF afirma que sua atuação foi a mais ampla no eixo financeiro-operacional. O documento menciona que ele dirigia a DIFIC, unidade responsável pelas propostas das Notas Executivas, recebeu relatórios do Grupo de Trabalho e aparece em e-mails autorizando o prosseguimento de uma liquidação antes da assinatura do termo e da conclusão do parecer de risco.
Em relação a Ribeiro, a autoridade policial destaca sua atuação na área de riscos. Segundo o relatório, ela assinou os Reportes de Desenquadramento 2025.002 e 2025.003, tinha o dever funcional de comunicar extrapolações e participou, com direito a voto, de 11 deliberações posteriores. Entre elas estavam decisões sobre o “waiver” e a flexibilização de uma recomendação da área de risco.







