Uma perícia concluída pela Polícia Federal apontou que o Banco de Brasília (BRB) investiu R$ 17,5 bilhões em carteiras do Banco Master. O valor é maior que o identificado inicialmente na primeira fase da Operação Compliance Zero, segundo as informações do inquérito que apura os negócios entre as duas instituições.
O depoimento de Daniel Vorcaro, ex-banqueiro do Master, faz parte dessa investigação. A oitiva presencial, que estava marcada para esta terça-feira (15), foi transferida para 24 de setembro a pedido da defesa. Os advogados afirmaram que ainda não haviam recebido todas as atualizações do caso e, por isso, não conseguiram se preparar a tempo.
Pedido envolvendo o BRB
O inquérito sobre as operações entre Master e BRB é apontado como o principal da Compliance Zero e levou à primeira prisão de Vorcaro, em novembro do ano passado.
O BRB também pediu ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), a devolução de R$ 12,2 bilhões pagos por carteiras podres do extinto Master. O banco estatal de Brasília argumentou que seria possível rastrear o valor no sistema financeiro. O pedido ainda não foi analisado pelo Supremo.
Em depoimento ao gabinete de Mendonça, no qual relatou supostas ameaças da Polícia Federal, Vorcaro voltou a defender a venda das carteiras ao BRB e disse que o negócio seria “benéfico”.
A instituição tentou comprar 58% do Master, mas a operação foi vetada pelo Banco Central. Depois, o banco de Vorcaro foi liquidado por causa de problemas identificados na instituição.
A oitiva remarcada coincidirá com o julgamento no STF que deve analisar a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes por sua relação com Vorcaro.







