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Banco Master: 16 frentes de investigação envolvem políticos e autoridades
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Brasil

Banco Master: 16 frentes de investigação envolvem políticos e autoridades

Apurações começaram após a liquidação do banco e passaram a incluir contratos, relações políticas, recursos públicos e suspeitas de influência.

A investigação sobre o Banco Master reúne 16 frentes e alcança políticos, integrantes do Judiciário, servidores públicos e dirigentes de instituições financeiras. O caso ganhou novas dimensões após a liquidação do banco pelo Banco Central, em novembro de 2025, e a prisão de Daniel Vorcaro, então controlador da instituição.

A Polícia Federal passou a analisar o celular apreendido de Vorcaro. Mensagens, documentos, contratos e registros de encontros ampliaram a apuração, que começou com suspeitas sobre a comercialização de carteiras de crédito sem lastro e a emissão de títulos que o banco possivelmente não teria condições de honrar.

Contratos, contatos e possível rede de influência

Uma das linhas de investigação busca esclarecer se a proximidade de Vorcaro com autoridades e agentes públicos foi usada para obter informações ou decisões favoráveis ao Banco Master. Os investigadores analisam pagamentos, presentes, convites para eventos, viagens, contratos e outros benefícios.

Também estão sob análise contratos entre empresas ligadas ao banqueiro e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Um dos documentos teria valor de R$ 131 milhões e, segundo a Polícia Federal, Moraes teria participado de sua revisão. Outro contrato previa R$ 50 milhões, com possibilidade de pagamento por meio da transferência de bens. O escritório afirmou que não conduziu causas de Vorcaro no STF e informou que o contrato foi suspenso após a liquidação do Banco Master.

Mensagens e encontros entre Vorcaro e Moraes, registrados entre março de 2024 e agosto de 2025, também são examinados. A PF apura ainda eventos, viagens e encontros jurídicos promovidos pelo banco em Londres.

Políticos e recursos relacionados ao filme

Mensagens indicam que o senador Flávio Bolsonaro (PL) pediu recursos a Vorcaro para financiar Dark Horse, produção cinematográfica relacionada à história do ex-presidente Jair Bolsonaro. O material aponta um repasse de R$ 61 milhões. Flávio afirma que os valores eram parte de um patrocínio privado e nega irregularidades.

A PF tenta identificar a origem, a aplicação e o destino do dinheiro. Flávio Bolsonaro é investigado por suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas e corrupção, acusações que nega.

Outra frente apura cerca de R$ 2 milhões em emendas parlamentares. O objetivo é verificar se recursos destinados pelo deputado federal Mario Frias (PL) foram usados em contratos ligados à produtora Karina Gama que não teriam sido executados integralmente. Essa investigação está sob relatoria do ministro Flávio Dino.

Outras autoridades citadas

Ciro Nogueira (PP) é investigado por possível atuação no Congresso Nacional em benefício de Vorcaro e do Banco Master. A apuração inclui a chamada emenda Master e a possibilidade de pagamento de vantagens financeiras. O senador nega as acusações.

Jaques Wagner (PT) aparece em uma investigação sobre sua relação com Augusto Lima, ex-sócio do banco. Os investigadores apuram possíveis pagamentos por meio de empresa ligada a familiares do senador e a aquisição de um apartamento de luxo em Salvador. Wagner nega irregularidades ou benefícios ao Banco Master.

No Rio de Janeiro, a apuração examina R$ 3,6 bilhões aplicados pelo Rioprevidência no Banco Master. Os investigadores verificam se houve interferência na administração do fundo para permitir investimentos considerados de alto risco. A frente envolve o governador Cláudio Castro (PL), que nega irregularidades.

Operação e crise no Supremo

Grande parte das apurações está reunida na Operação Compliance Zero, que havia alcançado dez fases até julho. O caso também passou por uma mudança de relatoria no Supremo: inicialmente, parte das investigações era supervisionada por Dias Toffoli e, depois, passou para André Mendonça, diante de suspeitas relacionadas a negócios envolvendo um fundo associado ao Banco Master e interesses ligados à família de Toffoli.

Em setembro, Mendonça retirou o sigilo de trechos das investigações. A divulgação de mensagens envolvendo Alexandre de Moraes provocou uma disputa no STF. Moraes questionou a atuação de Mendonça e pediu a investigação de sua conduta.

Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de Inteligência da instituição, Leandro Almada, sob alegação de suspeitas de monitoramento de ministros do Supremo. Depois, Flávio Dino determinou a reintegração dos dois integrantes da PF.

O presidente do STF, Edson Fachin, assumiu a condução do inquérito das Fake News, marcou uma sessão para discutir a crise e solicitou a abertura do sigilo de processos ligados ao Banco Master.

A Polícia Federal tenta descobrir se Vorcaro usava dinheiro, contratos, presentes, relações pessoais e influência política para beneficiar o banco; se agentes públicos atuaram em favor da instituição; se recursos circularam de forma irregular; e se informações sigilosas foram antecipadas ao banqueiro. As investigações continuam, e a presença de alguém em mensagens, documentos ou inquéritos não significa, por si só, que tenha cometido crime.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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