A reprecificação eleitoral já impulsionou ativos domésticos, mas os desdobramentos do caso Master no Supremo Tribunal Federal acrescentaram uma nova camada de risco aos mercados. A percepção de que Flávio Bolsonaro (PL) ganhou chances de vencer a eleição presidencial ajudou a levar bolsa, juros e câmbio além da avaliação inicial de que o pleito já estaria incorporado aos preços.
A sessão de sexta-feira, porém, indicou que a volatilidade pode aumentar. Bolsa, juros e câmbio registraram uma correção leve depois que Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou a retirada do sigilo de todo o caso Master.
O movimento alterou a leitura sobre o comportamento dos ativos domésticos. Mesmo com o rali associado à reprecificação eleitoral, o mercado passou a lidar também com os possíveis desdobramentos da decisão no STF. A combinação entre o cenário eleitoral e o caso Master mantém os preços sensíveis a novos acontecimentos, sem que o pleito esteja necessariamente limitado ao que já havia sido considerado pelos investidores.







