O presidente da Vibra Energia, Ernesto Pousada, afirmou que não espera uma suspensão das exportações de diesel pelos Estados Unidos. A possibilidade vem sendo discutida no país e poderia afetar o Brasil, que compra no exterior entre 25% e 30% do combustível consumido.
A pressão sobre o presidente americano Donald Trump estaria relacionada à alta dos preços do diesel nas bombas e à proximidade das eleições de meio de mandato, marcadas para 3 de novembro. A redução das exportações faria com que parte do produto fosse direcionada ao mercado interno dos Estados Unidos, com possível efeito sobre o preço do galão para os consumidores locais.
Durante participação em um painel da ROG.e, antiga Rio Oil & Gas, Pousada avaliou que uma eventual adoção da medida teria impacto principalmente sobre os preços, e não sobre a oferta ou a disponibilidade do diesel. “Não acho que vai acontecer”, disse o executivo.
Segundo o presidente da Vibra, a empresa tem segurança e acesso a mercados para ampliar as importações. Ele afirmou que, mesmo com valores mais altos do derivado no mercado internacional, a companhia aumentou as compras em outros países.
Pousada também disse que algumas fontes de fornecimento deixaram de estar disponíveis, mas que isso não provocou interrupção no atendimento aos clientes. “Em nenhum momento faltou diesel para nossos clientes”, afirmou.







