Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
A próxima viagem começa aqui
Zuckerberg diz que empresas de IA podem garantir segurança sem desacelerar setor
Foto: David Paul Morris/Bloomberg
Câmbio e custos

Zuckerberg diz que empresas de IA podem garantir segurança sem desacelerar setor

Executivo da Meta defendeu que concorrência e responsabilidade civil já incentivam laboratórios a desenvolver modelos com segurança.

O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, afirmou na terça-feira (15) que empresas de inteligência artificial têm incentivos suficientes para adotar medidas de segurança por conta própria, sem depender de uma desaceleração coordenada no desenvolvimento da tecnologia.

Em uma publicação no X, Zuckerberg disse que cada laboratório tem responsabilidade, capacidade e interesse em treinar seus modelos com segurança. Ele também afirmou que empresas que não priorizarem o alinhamento — esforço para fazer a IA agir de acordo com objetivos e valores humanos de forma segura e previsível — podem perder espaço.

“Qualquer laboratório que não se concentre no alinhamento ficará para trás”, escreveu o executivo.

A declaração foi publicada três dias depois de Dario Amodei, presidente-executivo da Anthropic, pedir que as empresas reduzissem o ritmo de aprimoramento das capacidades dos modelos. Sam Altman, da OpenAI, e Elon Musk, da xAI, apoiaram publicamente o pedido poucas horas depois.

Segurança e responsabilidade

Zuckerberg afirmou que os laboratórios têm um incentivo significativo para evitar que seus modelos causem danos, já que poderiam enfrentar responsabilidade civil. Ele citou o adiamento do lançamento do agente de IA Muse pela Meta, no início deste ano, para reforçar a segurança do produto.

“Simplesmente fizemos isso como parte do nosso trabalho diário”, disse o executivo, ao explicar que a empresa não esperou que outras companhias adotassem a mesma medida.

O chefe da Meta também afirmou que a empresa direcionou a grande maioria de sua capacidade computacional para produtos voltados às necessidades imediatas dos usuários, em vez de buscar sistemas de IA com autoaperfeiçoamento. O termo se refere à capacidade de uma inteligência artificial melhorar a si mesma.

A Meta Superintelligence Labs, divisão de inteligência artificial da empresa, já teria avaliadores independentes em várias áreas. Zuckerberg classificou a prática como padrão do setor e disse que outros laboratórios também podem adotá-la.

Debate nos Estados Unidos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, minimizou na segunda-feira as preocupações sobre possíveis danos provocados pela IA. Ele afirmou que o país já tem medidas de proteção e que a China se beneficiaria da disseminação de dúvidas sobre o desenvolvimento da tecnologia.

A avaliação de que regras mais rígidas poderiam prejudicar a capacidade de empresas americanas competirem com companhias chinesas também é compartilhada por executivos do setor, entre eles Jensen Huang, presidente-executivo da Nvidia.

A defesa de Zuckerberg ocorre semanas depois de a Meta concordar em pagar até US$ 18 bilhões para encerrar ações judiciais movidas por estados norte-americanos. Os processos alegavam que Facebook e Instagram haviam sido projetados para viciar crianças. A empresa não admitiu irregularidades.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5