Poços de Caldas, Quinta-feira, 24 de setembro de 2026
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Cultura

Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançam álbum criado em segredo

Dupla apresenta “Vice-versa”, com 11 músicas, e prepara turnê por seis cidades brasileiras a partir de março do ano que vem.

Adriana Calcanhotto e Arnaldo Antunes lançaram o álbum “Vice-versa”, criado em segredo ao longo de um ano. O disco chegou ao streaming com 11 músicas, sendo dez inéditas, e marca a parceria dos dois compositores, cantores e escritores em um projeto conjunto.

A colaboração também será levada aos palcos a partir de março do ano que vem. A turnê passará por São Paulo, Rio, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre e Curitiba. A produção é da 30e, com pré-venda para clientes Itaú a partir das 10h e venda para o público geral na sexta.

Encontros e uma música de origem misteriosa

A história musical entre os dois começou a se consolidar na década de 1990, quando Adriana pediu a Arnaldo uma canção inédita para o álbum “A Fábrica do Poema” (1994). O resultado foi “Estrelas”, composta por Arnaldo com Sérgio Britto e gravada também com o vocal de Adriana.

Anos depois, os artistas dividiram a criação de “Para lá”. A canção nasceu de uma dinâmica organizada por Marisa Monte, na qual compositores levavam melodias, letras e poemas para compartilhar. Adriana sorteou Dadi Carvalho, que havia levado outra melodia, e a composição não avançou naquele momento.

Mais tarde, Arnaldo apareceu no camarim de Adriana durante um show em Lisboa com uma música que, segundo ele, havia sido criada pelos dois. A cantora não se lembrava de ter enviado a melodia. “Não sei como foi isso, porque nunca te passei essa melodia!”, disse Adriana durante o anúncio do álbum e da turnê. A faixa acabou lançada pelos dois em gravações solo.

A única regravação de “Vice-versa” é “Sorriso livro”, lançada pelo grupo Timbalada há 20 anos e descrita pelos artistas como uma paixão em comum. As demais composições foram desenvolvidas entre Rio e São Paulo, nas casas dos músicos, e em uma visita a Marisa Monte, que participa da faixa “Na minha carne viva”. A produção do disco é de Pupillo.

Trabalho conjunto e planos para os shows

O projeto foi combinado na Flip de 2025. A partir daí, Adriana e Arnaldo mantiveram o trabalho reservado, incluindo as equipes. Adriana chegou a criar codinomes para mencionar o parceiro em algumas situações. A dupla optou por preparar o álbum e os vídeos antes de anunciar o projeto.

Adriana, de 60 anos, afirmou que a parceria também mudou sua forma de compor. Depois de observar que Arnaldo, de 66 anos, escrevia as músicas à mão antes de levá-las para a tela, ela comprou uma impressora e voltou a trabalhar com papel.

Os vídeos do lançamento foram dirigidos por Daniela Thomas e gravados na Casa do Povo, no Bom Retiro, em São Paulo. As produções usam reflexos de espelhos, projeções e planos que mostram os dois artistas unidos e, ao mesmo tempo, distintos.

A dupla também falou sobre inteligência artificial. Adriana disse que os recursos usados nos vídeos foram suficientes sem a necessidade da tecnologia, enquanto Arnaldo afirmou que a IA deveria cuidar de tarefas repetitivas para liberar tempo para a criação. Os dois disseram não querer antecipar como serão os shows da turnê.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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