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Zuenir Ventura morre aos 95 anos no Rio de Janeiro
Cultura

Zuenir Ventura morre aos 95 anos no Rio de Janeiro

Jornalista e escritor mineiro teve carreira marcada por livros sobre política, sociedade, ditadura militar e direitos humanos.

O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu nesta terça-feira, 22 de setembro de 2026, aos 95 anos, em casa, no Rio de Janeiro. A cidade foi onde ele construiu parte de sua trajetória profissional e pessoal. O velório acontece hoje (23), na sede da Academia Brasileira de Letras, também no Rio.

Mineiro, Zuenir teve uma carreira de mais de seis décadas e se destacou por transformar acontecimentos políticos e sociais em reportagens, livros e personagens. Antes de se tornar jornalista, trabalhou como pintor de parede e office-boy e chegou a considerar seguir o sacerdócio.

Livros sobre política e sociedade

Entre suas obras está Cidade Partida, sobre o período posterior à chacina de Vigário Geral e temas como desigualdade social e violência urbana. Em Chico Mendes: Crime e Castigo, escreveu sobre o assassinato do ambientalista Chico Mendes. O livro rendeu a Zuenir os prêmios Esso e Vladimir Herzog.

Outra obra marcante foi 1968: O Ano Que Não Terminou, lançada em 1988. O livro abordou a ditadura militar no Brasil, a violência e a repressão após o AI 5, além de manifestações artísticas como a Tropicália e os festivais de música.

A obra inspirou Anos Rebeldes (1992), minissérie da Globo escrita por Gilberto Braga. Em 2008, Zuenir publicou 1968: O Que Fizemos de Nós, retomando os acontecimentos daquela década a partir do tempo passado e de seus impactos.

No mesmo ano, recebeu uma honraria da Organização das Nações Unidas por estar entre os cinco jornalistas brasileiros que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos.

Homenagem e legado

Em 2018, Zuenir foi homenageado na 13ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo. Aos 87 anos, foi aclamado por profissionais, estudantes e admiradores. Ele também era integrante da Academia Brasileira de Letras, onde sucedeu Ariano Suassuna.

Defensor da liberdade, o jornalista valorizava o contato direto e o silêncio como formas de resposta. Ao lembrar o significado de 1968, escreveu: “se não como exemplo, pelo menos como lição”.

Zuenir Carlos Ventura deixa a esposa e os filhos Mauro e Elisa Ventura, também jornalistas.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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