O Maroon 5 encerrou sua apresentação como atração principal do dia 12 de setembro do Rock in Rio 2026 com uma sequência de sucessos e um desempenho dentro da fórmula que o público já conhece. Foi a quarta vez que Adam Levine e os demais integrantes participaram do festival.
Formado em 1994, na Califórnia, o grupo encontrou uma plateia familiarizada com seu pop comercial. A abertura com Harder to Breathe estabeleceu o tom da noite: execução precisa, energia controlada e pouca disposição para alterar a estrutura do espetáculo.
Em This Love, o coro dos adolescentes aproximou o momento do clima de uma boyband. A banda, porém, toca ao vivo e não usa coreografias no palco. Adam Levine já rejeitou esse rótulo e também afirmou que parte do público não reconhece a presença de R&B e soul na música do grupo.
Soul, chuva e sucessos
Antes de Sunday Morning, Levine teve dificuldade no falsete inicial, mas melhorou na sequência. James Valentine se destacou no solo de guitarra, enquanto PJ Morton ganhou espaço nos teclados e assumiu a primeira parte de Heavy. Com isso, a mistura de soul e R&B ficou mais evidente.
No meio do show, a plateia perdeu intensidade. A interpretação de She Will Be Loved, com Levine cantando perto do público, ajudou a recuperar o envolvimento. Duas músicas depois, a chuva começou e parte das pessoas se afastou para procurar abrigo ou vestir a capa.
Levine também repetiu o momento de tirar a regata, marca presente em suas apresentações. Na reta final, Girls Like You começou com uma gravação da rapper Cardi B, incorporou elementos folk e terminou com força. Em seguida, sem pausa, veio Moves Like Jagger. O encerramento ficou por conta de Sugar, lançada há 11 anos.
Na comparação com outros headliners, o show não alcançou o impacto das apresentações de Elton John, Calvin Harris, Stray Kids e Foo Fighters. Ainda assim, cumpriu o papel esperado e manteve a conexão com o público.








