Jaclyn Smith afirma que o diagnóstico de transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) trouxe alívio por dar um nome a comportamentos que a acompanhavam desde a adolescência. A atriz, conhecida por interpretar Kelly Garrett em “As Panteras”, conta a experiência no livro I Once Knew a Guy Named Charlie, lançado em 8 de setembro.
Smith, hoje com 80 anos, diz que começou a apresentar os sintomas aos 12 anos, depois da morte de um tio. As obsessões envolviam a tentativa de evitar que outros familiares morressem. Para isso, ela recorria a orações, penitências e sacrifícios, ações que ajudavam a controlar a ansiedade causada pelo medo de perder pessoas próximas.
“É uma forma realmente incomum de TOC”, afirmou a atriz. Segundo ela, os comportamentos estavam ligados aos entes queridos e funcionavam como uma forma de aliviar o nervosismo diante da possibilidade de perder quem amava.
Efeitos na adolescência
O tio de Smith morreu aos 54 anos, em decorrência do alcoolismo. Depois disso, ela intensificou as orações e passou a apresentar sintomas físicos relacionados ao estresse. A atriz relata que o quadro chegou a afetar sua menstruação.
Na época, um médico disse que seus hormônios estavam desregulados e que ela poderia ter dificuldades para engravidar. Smith classificou a fala como cruel para uma adolescente ansiosa e em luto.
Anos mais tarde, durante a faculdade de psicologia, ela percebeu que os comportamentos associados ao transtorno estavam voltando. O diagnóstico, segundo a atriz, foi acompanhado pela percepção de que não estava sozinha.
“Não é nada agradável receber um diagnóstico (ou se autodiagnosticar) de um transtorno psiquiátrico, mas ao mesmo tempo senti um alívio”, escreveu.
Atualmente, Smith diz ter aprendido que não é possível controlar todos os acontecimentos. Mãe de dois filhos, ela descreve a maternidade como a “melhor parte” de sua vida e afirma que a idade a ajudou a aceitar essa falta de controle.








