Miguel Gandelman recebeu um Emmy pela direção musical da apresentação de Bad Bunny no intervalo do último Super Bowl. O brasileiro venceu na categoria de direção musical extraordinária, voltada ao trabalho técnico do espetáculo.
A cerimônia aconteceu nos Estados Unidos na noite de sábado, 5. Os prêmios principais serão anunciados somente em 14 de setembro; a entrega realizada no sábado reconheceu categorias técnicas e outras menos conhecidas.
Durante a preparação para o show, Gandelman acompanhou Bad Bunny, cujo nome é Benito Antonio Martinez Ocasio, em parte da turnê. O músico contou que precisou gravar a banda durante passagens pela Colômbia e pelo Chile. “A parte mais difícil para mim foi acompanhar Benito [Benito Antonio Martinez Ocasio, nome de Bad Bunny] em turnê”, afirmou.
Trajetória musical
Nascido no Rio de Janeiro em 18 de fevereiro de 1983, Miguel deixou o Brasil aos 14 anos para morar em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Ele participou da banda da escola e estudou música na Berklee School, em Boston, conforme o Dicionário Cravo Albin da MPB.
O músico também integrou o quarteto The Horns, que acompanhou artistas e bandas da indústria musical. Entre esses trabalhos está a participação nos ensaios da turnê This Is It, de Michael Jackson. A série de apresentações não aconteceu porque o cantor morreu antes da estreia.
Em 2009, Gandelman afirmou que foi o último saxofonista a tocar com Michael Jackson e disse ter tido o privilégio de fazer o cantor dançar com sua música.
O prêmio foi comemorado por Leo Gandelman, pai de Miguel, que também trabalha com música. Os dois são saxofonistas. Roberto de Carvalho, Marisa Monte e Luiz Caldas estiveram entre os artistas que celebraram a conquista nas redes sociais. Chico César, Zélia Duncan e Patrícia Pillar também comentaram a publicação.
Na apresentação do Super Bowl, Bad Bunny destacou a cultura da América Latina, especialmente a dos países falantes de espanhol. O show ultrapassou o recorde de Kendrick Lamar como o mais visto da história da competição.








