GOIÂNIA — A pesquisa de Cássia Nunes sobre as imagens e narrativas associadas a Goiás está entre os trabalhos apresentados na segunda edição do Salão Nacional de Arte Contemporânea de Goiás. A artista participa da exposição com obras do projeto Complexo das Artes Goianas, que inclui uma personagem criada por ela para percorrer espaços da capital.
Chamada Vaca-educadora, a personagem aparece em fotoperformances realizadas em locais de Goiânia. Depois, as imagens são apresentadas em backlights, estruturas de molduras luminosas. Com esse deslocamento, a proposta leva paisagens e ambientes do cotidiano para o campo da arte.
“Eu fabulo uma personagem chamada Vaca-educadora”, explica Cássia Nunes, que vive em Goiânia desde 2016.
Seleção e premiação
A artista está entre os dez nomes de Goiás selecionados para a mostra e também recebeu o Prêmio Aquisição, ao lado de Matheus de Simone, Estevão da Fontoura, Márcio Vasconcelos e Hal Wildson. A escolha dos premiados foi feita pelos curadores Paulo Herkenhoff, Gabriella Motta e Paulo Duarte-Feitoza.
Além de Cássia, a participação goiana reúne André Felipe Cardoso, Augusto César, Badu, Carlos Monaretta, Hilda de Paulo, Marcelo Ramalho, Simone Moraes, Sophia Pinheiro e Verônica Santana.
O salão apresenta trabalhos de 30 artistas, escolhidos entre 1.328 inscrições de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal. As obras usam diferentes linguagens e abordam memória, identidade, território, cultura, meio ambiente e transformações sociais.
Serviço
A exposição fica aberta ao público até 25 de setembro, de segunda a sábado, das 9h às 17h30. A visitação ocorre no Centro Cultural UFG, na Avenida Universitária, 1533, Setor Leste Universitário, em Goiânia.
A mostra tem curadoria geral de Paulo Henrique Silva e é realizada pela Associação Cultural MAPA, em correalização com o Centro Cultural UFG. O patrocínio é do Grupo Equatorial, por meio do Programa Goyazes, da Secretaria de Estado da Cultura de Goiás.







