RIO DE JANEIRO — A apresentação de Zara Larsson no Rock in Rio terminou com Midnight Sun pela segunda vez, enquanto parte do público se levantava e formava, com os corpos, uma espécie de golfinho. A cantora abriu o show com a faixa que dá nome ao álbum mais recente e repetiu a escolha no encerramento, quando a plateia estava ainda mais empolgada.
Um palco em tons pastel
A estética apresentada por Zara foi marcada por cores vibrantes, tons pastel e capas de chuva rosa e roxas entre os fãs. O clima chuvoso não impediu que a cantora mantivesse a proposta solar de seu repertório no Palco Sunset, que recebeu uma das maiores plateias do festival.
A artista se apresentou acompanhada por bailarinas e por uma banda formada apenas por mulheres, com instrumentos tocados ao vivo. O microfone permaneceu ligado durante a maior parte do show. As interrupções na parte cantada aconteceram nas coreografias mais elaboradas e nos momentos em que Zara conversou com o público.
Repertório e trajetória
Pretty Ugly, Stateside e Symphony foram algumas das músicas que mais mobilizaram os fãs. Em Lush Life, canção que a tornou conhecida no mundo todo, Zara escolheu uma pessoa da plateia para cantar e dançar com ela.
A identidade colorida levada ao palco foi descoberta pela cantora depois de um vídeo no TikTok e não acompanha toda a sua trajetória desde o começo. Em 2024, ela havia se apresentado no Palco Mundo do Rock in Rio. Agora, mesmo em outro palco, aparece associada a uma posição mais consolidada como diva pop mainstream.
O álbum Midnight Sun e a faixa homônima contribuíram para essa fase. O título foi inspirado no sol da meia-noite da Suécia, país natal da artista. Na época do lançamento, Zara afirmou: “Sou uma pessoa competitiva e sou uma artista, eu só quero ser a melhor”.
Ao se despedir, a cantora disse esperar que o público voltasse “um pouco mais felizes”. A apresentação encerrou sua participação com um pop voltado à diversão, sustentado por um universo feminino e colorido.








