ITAPECERICA DA SERRA — O Terras Altas Resort & Convention Center ampliou sua estratégia de sustentabilidade para incluir, além da preservação ambiental, aspectos sociais, econômicos e humanos da operação hoteleira. Localizado em uma área cercada pela Mata Atlântica, o empreendimento associa o uso responsável dos recursos naturais à valorização dos colaboradores, ao relacionamento com a comunidade e ao desenvolvimento do território.
A condução da estratégia está a cargo de Latif Abrão Jr., sócio-proprietário do resort e vice-presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP). A gestão considera medidas tradicionais, como economia de água e energia e administração de resíduos, mas também avalia a experiência dos hóspedes, as condições de trabalho e a relação com empresas e fornecedores.
“Preservar a natureza é uma responsabilidade permanente. Mas a sustentabilidade, para nós, vai além do meio ambiente”, afirma Abrão Jr. Segundo ele, o conceito também está presente na forma de receber hóspedes, acolher empresas, valorizar profissionais e contribuir para o território onde o resort está instalado.
Cultura de atendimento e impacto local
A visão orienta a cultura interna chamada “Ser o Hotel do Sim”. A proposta busca preparar as equipes para compreender as necessidades dos clientes, adaptar processos e encontrar soluções para diferentes demandas.
Em eventos corporativos, essa diretriz aparece na flexibilidade para ajustar espaços e operações às características de cada encontro. Na operação de lazer, o foco está no atendimento de hóspedes que procuram descanso e contato com a natureza.
Para o resort, a sustentabilidade também depende da viabilidade econômica, da geração de empregos e da movimentação da cadeia produtiva local. A dimensão social inclui igualdade de oportunidades, capacitação, segurança e valorização dos profissionais.
A estratégia prevê a evolução contínua das práticas, com ações de preservação do ecossistema local, eficiência operacional e uso estratégico da tecnologia. “A tecnologia e a infraestrutura são fundamentais, mas não substituem a capacidade humana de perceber pessoas e transformar necessidades em experiências positivas”, destaca o executivo.








