O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça determinou, nesta terça-feira (8), o afastamento de Andrei Augusto Passos Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A Segunda Turma do STF formou maioria para manter a decisão, mas o ministro Gilmar Mendes interrompeu o julgamento virtual ao pedir vista.
Rodrigues chegou ao comando da PF depois de uma carreira ligada à segurança pública e à gestão de grandes eventos. Delegado há mais de 20 anos, ele ocupou o cargo de Secretário Extraordinário de Segurança para Grandes Eventos, função em que ficou responsável pela segurança da Copa do Mundo FIFA 2014 e dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016.
Também atuou como Secretário-Executivo da Comunidade de Polícias da América (Ameripol). O currículo divulgado pelo Ministério da Justiça registra ainda experiência em liderança, gestão estratégica, segurança pública, cooperação policial internacional e enfrentamento ao crime transnacional.
Formação e reconhecimentos
Andrei Rodrigues é graduado em Direito pela Universidade Federal de Pelotas (RS), onde estudou entre 1994 e 1997. Depois, fez pós-graduação na Escola Superior da Magistratura Federal do Rio Grande do Sul, entre 1999 e 2000.
Entre 2019 e 2020, concluiu mestrado em Alta Gestão em Segurança Internacional no Centro Universitário da Guardia Civil da Espanha (CUGC) e na Universidade Carlos III de Madrid (UC3M). Ele também fez curso de Gestão em Seguridade pela Secretaria Nacional de Segurança Pública e pela Fundação Getúlio Vargas, entre 2008 e 2009.
O perfil do Ministério da Justiça afirma que Rodrigues tem “ampla experiência em liderança e gestão estratégica”. Entre as distinções recebidas estão a condição de Membro da Ordem do Mérito da Advocacia-Geral da União (AGU) e o primeiro lugar na categoria Cidadania e Justiça, pelo Projeto Especialização em Segurança Pública Contemporânea, do Instituto Innovare.
O currículo lista pelo menos 15 honrarias obtidas entre 2013 e 2024. Rodrigues foi indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para dirigir a Polícia Federal em dezembro de 2022. O anúncio foi feito por Flávio Dino, que comandou o Ministério da Justiça antes de se tornar ministro do Supremo.







