Uma operação de até R$ 6,6 bilhões para reforçar a liquidez do Banco de Brasília (BRB) está em discussão no Distrito Federal enquanto um levantamento aponta perdas de R$ 22,8 bilhões na instituição. O valor ainda não foi confirmado publicamente pelo banco como um rombo contábil consolidado.
A proposta de captação junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foi enviada pelo governo de Celina Leão à Câmara Legislativa do Distrito Federal. Uma versão anterior do projeto recebeu críticas de deputados da base governista por não informar detalhes como taxa de juros e prazo.
Estimativa para a operação
Cálculos divulgados anteriormente indicam que o custo total da operação poderia chegar a aproximadamente R$ 18,7 bilhões ao longo de 15 anos, considerando juros e outros encargos. Esse montante é uma estimativa do custo da transação, e não o valor principal do empréstimo.
O BRB é controlado pelo Governo do Distrito Federal. A operação em análise ocorre no contexto da discussão sobre a necessidade de capitalização e de reforço de liquidez do banco.
Perdas associadas ao Banco Master
De acordo com o levantamento, as perdas mapeadas até o momento somam R$ 22,8 bilhões. O material afirma que o prejuízo teria alcançado cerca de R$ 30 bilhões e sido reduzido pela atual gestão depois da venda de ativos.
A maior parte dos valores estaria ligada a operações com o Banco Master. Entre os itens mencionados estão R$ 17 bilhões em ativos considerados problemáticos, além de patrocínios esportivos, financiamentos, operações de crédito imobiliário e outros contratos firmados durante a gestão de Paulo Henrique Costa, ex-presidente do BRB. O acordo de patrocínio envolvendo o Flamengo também é citado.
Paulo Henrique Costa foi preso em investigações relacionadas ao Banco Master. O caso é investigado pela Polícia Federal.
Falta de confirmação oficial
O documento que reúne os dados teria sido produzido de forma fragmentada, com acesso restrito ao conjunto das informações. A consolidação do balanço estaria concentrada em duas pessoas, sob supervisão do presidente do BRB, Nelson de Souza. A justificativa apontada para a medida seria evitar o vazamento das informações durante o período eleitoral.
Até o momento, não há confirmação pública do BRB sobre R$ 22,8 bilhões como rombo contábil consolidado. O cálculo ainda deverá ser confrontado com os demonstrativos financeiros oficiais, além de informações apresentadas ao Banco Central e aos órgãos de controle. O material divulgado também não apresenta documentação pública que permita verificar de forma independente a origem do valor.







