Poços de Caldas, Segunda-feira, 21 de setembro de 2026
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Caiado diz defender investigação para apurar suposta propina de Vorcaro articulada por Kassab
Foto: Eduardo Knapp/Folhapress
Brasil

Caiado defende investigação sobre suposta propina ligada a Kassab

Em sabatina em São Paulo, Ronaldo Caiado pediu apuração sobre acusações envolvendo Daniel Vorcaro, Jair Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Gilberto Kassab.

Ronaldo Caiado defendeu a abertura de investigações sobre a suposta propina que Daniel Vorcaro, do Banco Master, teria entregue às campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas em 2022. Segundo o relato atribuído ao ex-banqueiro, o pagamento teria sido articulado por Gilberto Kassab, vice de chapa de Caiado.

Durante sabatina, Caiado foi questionado se Kassab permaneceria na chapa caso a Polícia Federal abrisse uma investigação. O candidato respondeu que todas as informações deveriam ser apuradas e afirmou que Kassab e Tarcísio já negaram as acusações.

“Que abra tudo”, disse Caiado. Ele defendeu que a Polícia Federal e o Supremo Tribunal Federal verifiquem se houve irregularidade, sem distinção entre os envolvidos.

As acusações aparecem em três propostas de delação feitas por Vorcaro. Os documentos foram recusados pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República, que não identificaram fatos inéditos nas declarações. O ex-banqueiro também não teria apresentado provas para comprovar os relatos.

Vorcaro afirmou às autoridades que os R$ 5 milhões doados às campanhas de Bolsonaro e Tarcísio em 2022 seriam pagamento de propina. Ele também citou, na delação, caixa dois de R$ 10 milhões para o PSD. Kassab nega as acusações e diz que os relatos “não têm qualquer sustentação factual”.

Outras propostas apresentadas

Na sabatina, Caiado negou ter beneficiado o Banco Master durante seu governo em Goiás por meio de um projeto de lei que ampliou o crédito consignado. Segundo ele, a medida alcançou todas as empresas habilitadas a oferecer esse tipo de crédito no estado.

Sobre o Supremo Tribunal Federal, o candidato defendeu novas regras para a corte. Entre as propostas estão idade mínima de 60 anos para ministros, quarentena de quatro anos antes do retorno à profissão após deixar o cargo e prazo de oito anos para que um magistrado entre na política.

Caiado também voltou a defender a quebra do sigilo dos processos do Banco Master e do Instituto Nacional do Seguro Social. Na economia, propôs cortar “100% das emendas impositivas”, auditar o dinheiro público e revisar quase R$ 600 bilhões em incentivos e isenções fiscais. Na segurança, manteve a posição contrária ao uso de câmeras por policiais.

Em pesquisa Datafolha divulgada nesta quinta (3), Caiado registrou 4% das intenções de voto. Augusto Cury apareceu com 8%, depois de subir de 2% para 8%. O desempenho ocorre enquanto Caiado é cobrado a ampliar o discurso nacional, hoje concentrado em sua atuação em Goiás.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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