GOIÁS — Britânia registrou o maior acumulado de chuva em Goiás na manhã desta sexta-feira, 2, com 44,4 milímetros. Também houve registros em Mineiros, com 39,8 milímetros; Ivolândia, com 26,4 milímetros; Iporá, com 24 milímetros; e Aragarças, com 23,4 milímetros.
A previsão do Centro de Informações Meteorológicas e Hidrológicas de Goiás (Cimehgo) é de formação de novas áreas de instabilidade ao longo do dia e durante o fim de semana. A chuva pode atingir todas as regiões do Estado, mas de maneira irregular: enquanto alguns pontos podem ter temporal, outros, próximos, devem registrar apenas céu encoberto.
Risco de tempestades
Nesta sexta-feira, 4, 153 dos 246 municípios goianos estão sob risco de tempestades, segundo o Cimehgo. Além das pancadas, são esperados raios, granizo e rajadas de vento de até 70 km/h.
O cenário é associado à chegada de uma frente fria pela Região Sudeste, que aumenta a nebulosidade e favorece o surgimento de áreas de instabilidade. A intensidade da chuva deve variar ao longo do dia, com momentos de céu fechado, abertura de sol e novas pancadas.
O gerente do Cimehgo, André Amorim, afirma que a precipitação deve continuar até segunda pela manhã, mas sem ocorrer de forma contínua em todo o Estado. “As chuvas vão continuar até segunda pela manhã, praticamente. Essa é intermitente. É para, volta.”
A chuva também interrompeu a contagem de dias sem precipitação em áreas que passavam de 20 dias nessa condição. Amorim cita a região Norte, que estava com 20, 21 dias desde o último registro. Considerando apenas períodos de chuva mais significativa, ele afirma que, em algumas localidades, a última ocorrência teria sido em abril.
Temperaturas e cuidados
A mudança deve reduzir o calor registrado nos últimos dias, mas a trégua pode ser temporária. Após a passagem do sistema, a tendência indicada pelo meteorologista é de retorno das temperaturas elevadas.
Durante as tempestades, a orientação é evitar árvores, postes, placas, outdoors e outras estruturas que possam cair. Em caso de raios, a recomendação é não permanecer em áreas abertas, piscinas, rios e lagos. Aparelhos eletrônicos podem ser retirados das tomadas dentro de casa, desde que isso seja feito com segurança.
Ruas alagadas não devem ser atravessadas a pé ou de carro. A água pode esconder buracos e ter correnteza capaz de arrastar pessoas e veículos. Em situações de emergência, o Corpo de Bombeiros atende pelo 193, e a Defesa Civil, pelo 199.








