GOIÂNIA — A Prefeitura de Goiânia entregou à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) uma lista de obras para o trecho urbano da BR-153 e pediu mudanças no cronograma do Anel Viário de Goiânia. O documento foi assinado pelo prefeito Sandro Mabel nesta terça-feira (22) e encaminhado ao diretor-geral da agência, Guilherme Theo Rodrigues da Rocha Sampaio.
O município quer que o Anel Viário comece a ser implantado no primeiro ano da nova etapa da concessão das rodovias BR-060/153/DF/GO e seja concluído até o final do segundo ano. A programação apresentada atualmente pela ANTT prevê o início da implantação no quarto ano da concessão e a conclusão no sexto.
Mabel afirmou que o prazo manteria por mais tempo o tráfego de veículos pesados dentro do trecho urbano da BR-153. Durante a audiência pública sobre a readaptação da concessão, ele disse que a cidade convive há anos com caminhões na rodovia e que o aumento do fluxo deixou o trânsito mais congestionado.
“Não tem como esperar isso. É impossível”, afirmou o prefeito.
Obras solicitadas no trecho urbano
Além do Anel Viário, o ofício pede intervenções em diferentes pontos da BR-153. Entre elas estão um viaduto de acesso ao Aeroporto, melhorias no acesso ao viaduto da Goinfra e uma passagem elevada na interseção com a Avenida Leste-Oeste.
A lista inclui ainda adequações no viaduto da região do Flamboyant, um viaduto na área do Costa Atacadão e uma nova trincheira na região do Serra Dourada. Também foram solicitadas intervenções no viaduto do Parque das Laranjeiras, a continuidade da pista marginal da Avenida Gonzaga Jaime, recuperação do pavimento e da drenagem, além da revisão da sinalização e dos dispositivos de segurança.
O prefeito também apresentou pedidos classificados como de curto prazo, relacionados às condições de circulação na rodovia. Segundo ele, a expansão da ocupação urbana aumentou a demanda por melhorias em passagens e acessos.
Transferência para o município
A Prefeitura de Goiânia condicionou a futura transferência do trecho urbano da BR-153 para o município à execução das obras de recuperação e adaptação da estrutura às funções urbanas. Pelo documento, a mudança só deverá ocorrer depois da conclusão e da entrada em operação do Contorno, além da realização de intervenções de recuperação, restauração, adequação funcional e segurança.
Mabel reconheceu a importância das concessões para ampliar investimentos em infraestrutura, mas defendeu que, em Goiânia, o Anel Viário seja tratado como prioridade por causa da sobreposição entre o tráfego rodoviário e o trânsito urbano. Ao citar a demora prevista, afirmou que a cidade não deveria esperar até 2036, 2034 ou 2035. A obra, segundo ele, havia sido prometida para 2018.








