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Ademi-GO propõe incentivos e mudanças para recuperar centros de Goiânia
Brasil

Ademi-GO propõe incentivos e mudanças para recuperar centros de Goiânia

Felipe Melazzo defende ações articuladas, regras de retrofit e serviços para estimular moradia e investimentos em Goiânia.

A recuperação dos centros de Goiânia e de Campinas depende de ações estruturais, com participação do poder público e da iniciativa privada, na avaliação de Felipe Melazzo, presidente da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO). Em declaração nesta terça-feira, 22, ele defendeu mudanças urbanas, incentivos fiscais e medidas para ampliar a ocupação habitacional e comercial dessas regiões.

Acesso, comércio e moradia

Para Melazzo, decisões tomadas ao longo dos anos reduziram a atratividade do Centro de Goiânia. Entre os fatores citados estão a velocidade limitada a 40 km/h, a proibição de estacionamento e a faixa azul. Ele também apontou a presença de ambulantes nas calçadas e comparou a estrutura da região à de shopping centers, que oferecem estacionamento, climatização e arborização melhor.

O presidente da Ademi-GO afirmou que medidas isoladas não seriam suficientes para reverter a degradação. Entre as iniciativas consideradas importantes está o programa Morar no Centro, apresentado como uma ação do poder público capaz de contribuir para a retomada da ocupação.

A recuperação habitacional, segundo Melazzo, também exige serviços para atender os moradores. Ele defendeu a instalação de um Cmei, sigla para Centro Municipal de Educação Infantil, e a criação de uma feira na região central.

Retrofit e regras para prédios antigos

A modernização de imóveis históricos é outro ponto da proposta. Melazzo defende incentivos fiscais e mecanismos de apoio aos proprietários, considerando o custo de conservação dessas edificações. Na avaliação dele, a iniciativa privada precisa se unir ao poder público, que deve elaborar leis com foco em projetos de Estado, e não apenas de governo.

Um dos obstáculos apontados é a falta de uma legislação específica para retrofit em Goiânia. O processo permite adaptar prédios antigos sem eliminar suas características, mas as exigências atuais podem dificultar reformas em construções feitas sob normas diferentes das vigentes.

Também seria necessário compatibilizar regras de órgãos e concessionárias. Melazzo citou a norma técnica NT41, que trata da requalificação de prédios, e defendeu sua adequação a edifícios construídos em 1920 e 1930. Ele mencionou ainda a necessidade de envolver Equatorial, RMTC e Saneago em situações que exigem análise das instalações existentes.

Incentivos fiscais e Campinas

O mercado imobiliário, de acordo com Melazzo, já reage às sinalizações de investimentos e políticas de revitalização feitas pelo município. A expectativa teria influenciado a procura por imóveis, e ele afirmou que o Centro registrou a maior valorização do metro quadrado da cidade entre as regiões citadas.

O programa Morar no Centro avançou na Câmara Municipal. Durante a tramitação, uma emenda dos vereadores Romário Policarpo (Cidadania) e Anselmo Pereira (MDB) aprovou incentivos tributários ligados a ISSQN, IPTU e ITBI para estimular a ocupação.

Melazzo também defendeu um pacote de incentivos fiscais elaborado pela Prefeitura, com impacto no Código Tributário Municipal. Como referências, mencionou Porto Maravilha, no Rio de Janeiro, a região central de São Paulo e iniciativas de Curitiba. Para ele, o aumento da atividade econômica e da arrecadação poderia compensar os benefícios concedidos.

Em Campinas, ele relatou aumento no número de imóveis disponíveis para locação e perda de espaço de um bairro antes marcado pela atividade comercial. Ao mesmo tempo, apontou a existência de praças e parques que poderiam favorecer um processo de recuperação urbana.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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