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Goiânia vende R$ 4,1 bilhões em imóveis no primeiro semestre de 2026
Câmbio e custos

Goiânia vende R$ 4,1 bilhões em imóveis no primeiro semestre de 2026

Mercado imobiliário cresceu, mas demora na aprovação de projetos reduz a oferta de habitação popular na capital goiana.

O mercado imobiliário de Goiânia movimentou R$ 4,1 bilhões no primeiro semestre de 2026, mantendo o desempenho em patamar recorde. A capital goiana também registrou crescimento nas vendas de imóveis residenciais, enquanto a burocracia e a demora na aprovação de projetos passaram a limitar a oferta de habitação popular.

De acordo com Credson Batista, diretor de pesquisa e estatística da Associação das Empresas do Mercado Imobiliário de Goiás (Ademi-GO), Goiânia alcançou o quarto lugar entre as capitais que mais comercializaram imóveis residenciais no país no fechamento do semestre. A cidade havia ocupado a terceira posição durante dois anos consecutivos.

Vendas e estoques

As vendas residenciais em Goiânia cresceram 42% em relação ao primeiro semestre de 2025, chegando a 7.219 unidades. Considerando imóveis comerciais, casas e outros segmentos, o mercado total somou 7.323 unidades comercializadas.

No mesmo período, os lançamentos residenciais aumentaram 35%, para 6.500 unidades. No mercado total, foram 6.606 unidades lançadas. Ainda assim, o volume vendido superou a entrada de novos imóveis, levando a uma redução de 6% no estoque geral entre o fim de 2025 e o primeiro semestre de 2026.

No mercado nacional, as vendas residenciais cresceram 5,4% no semestre, enquanto a oferta final avançou 8%. O desempenho de Goiânia ficou acima desses índices, segundo dados da Câmara Brasileira da Indústria da Construção e da Brain Inteligência Estratégica.

Habitação popular

O programa Minha Casa, Minha Vida teve aumento de 83,4% nas vendas em Goiânia. As comercializações passaram de 1.605 unidades no primeiro semestre de 2025 para 2.944 no mesmo período de 2026.

Os lançamentos dentro do programa subiram 77,1%, de 1.352 para 2.395 unidades. Mesmo assim, o estoque caiu de 2.907 para 1.941 imóveis, uma redução de 33,2% em seis meses. Atualmente, as unidades do programa representam 17% do mercado total da capital.

O orçamento federal destinado ao Minha Casa, Minha Vida chegou a R$ 180 bilhões para 2026, o maior valor da história do programa, conforme apresentado pela Ademi-GO. Os recursos são distribuídos por região e podem ser remanejados caso não sejam contratadas todas as unidades previstas.

Demora em aprovações

O presidente da Ademi-GO, Felipe Melazzo, afirmou que a lentidão na análise de projetos prejudica a construção de moradias e afeta outros segmentos, como pequenos construtores, engenheiros, arquitetos e o comércio.

Segundo ele, seis projetos de Habitação de Interesse Social já aprovados aguardam a emissão da taxa necessária para a liberação do alvará de execução. Um deles está nessa situação há mais de 200 dias.

Melazzo também citou uma retração de 16,1% nas contratações de financiamentos do Minha Casa, Minha Vida em Goiânia, a terceira maior queda entre as capitais mencionadas. Para a associação, o atraso nos processos reduz a oferta de moradia popular e pode fazer com que recursos destinados à região sejam direcionados a outras localidades.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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