CAMPO GRANDE — Projetado para resgate e recuperação de pessoal, o HC-130J Combat King II da Força Aérea dos Estados Unidos está na Base Aérea de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Uma aeronave do modelo foi utilizada na captura do ex-ditador venezuelano Nicolás Maduro.
A presença foi confirmada pela Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Comando de Preparo (COMPREP). Em nota, o órgão informou: “A aeronave HC-130J, da Força Aérea dos Estados Unidos (USAF), encontra-se na Base Aérea de Campo Grande (BACG), no Mato Grosso do Sul (MS)”.
A aeronave participa do Exercício Operacional Conjunto Tápio 2026, treinamento militar realizado entre 14 de agosto e 24 de setembro. As atividades ocorrem em Campo Grande, Aquidauana, Miranda e Bodoquena.
Resgate e operações táticas
Fabricado pela Lockheed Martin, o HC-130J é uma versão de alcance estendido do cargueiro C-130J Hércules. O modelo foi desenvolvido para missões de busca e salvamento em combate e pode atuar em lançamentos de paraquedistas e suprimentos, evacuações aeromédicas e abastecimento de helicópteros, no ar ou em solo, em zonas avançadas.
Segundo a Força Aérea dos Estados Unidos, o Combat King II é a única plataforma de asa fixa dedicada exclusivamente a operações de resgate e recuperação de pessoal do inventário da corporação. A Lockheed Martin também informa que o modelo é operado pelo Comando de Combate Aéreo (ACC), enquanto o Comando de Educação e Treinamento Aéreo utiliza aeronaves do tipo para preparar tripulações.
O quadrimotor usa quatro turbopropulsores Rolls-Royce AE2100D3, com quatro mil quinhentos e noventa e um cavalos de potência por eixo em cada motor. Seu alcance operacional supera 6.430 quilômetros e pode ser ampliado com reabastecimento em voo.
A tripulação básica é formada por cinco militares: três oficiais — piloto, copiloto e oficial de sistemas de combate — e dois graduados encarregados do gerenciamento e do lançamento de carga. O avião também reúne navegação inercial e GPS, sensores infravermelhos, alertas de aproximação de mísseis e dispensadores de despistadores do tipo chaff e flare.
Para reduzir a possibilidade de detecção, as missões são feitas predominantemente à noite, em baixa ou média altitude, com silêncio nas comunicações e iluminação externa apagada. Os sistemas de iluminação são compatíveis com óculos de visão noturna.







