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Brasil

Luciana Sielskis concilia hemodiálise, trabalho e criação após dois transplantes

Paciente diagnosticada na infância faz tratamento três vezes por semana em Goiânia e mantém atividades profissionais e pessoais.

A rotina de hemodiálise não impediu Luciana Sielskis de continuar trabalhando, criando álbuns decorados e compartilhando o dia a dia nas redes sociais. Aos 47 anos, ela atua como professora de artes e realiza sessões três vezes por semana em uma clínica da cidade.

Luciana recebeu o diagnóstico de insuficiência renal aos seis meses de vida. Na infância, médicos disseram à família que ela não viveria além dos sete anos. Mesmo depois de dois transplantes, o tratamento voltou a fazer parte da rotina.

Dois transplantes

O primeiro órgão foi doado pelo pai, mas o transplante não teve sucesso. Aos 15 anos, Luciana recebeu um rim da mãe. O órgão funcionou por dez anos e foi perdido em 2005.

A paciente afirma que a hemodiálise pode coexistir com as atividades do cotidiano. “Não é o fim do mundo. A hemodiálise é uma forma de viver. Não é um bicho de sete cabeças”, diz Luciana.

A doença renal crônica pode não apresentar sintomas nos estágios iniciais. Gracielle Borges, vice-presidente regional da Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante, afirma que “é uma doença silenciosa, na maioria dos casos”. Segundo ela, hipertensão, diabetes, doenças genéticas e o uso indiscriminado de alguns medicamentos podem agredir os rins ao longo do tempo.

Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia indicam que mais de 170 mil brasileiros estão em diálise. Gracielle também relata dificuldades de acesso: alguns pacientes precisam viajar quatro, sete horas de estrada, três vezes na semana, para fazer o tratamento.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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