GOIÂNIA — O antigo Centro Sociocultural da Celg, em Goiânia, será transformado no Memorial da Energia do Brasil Central. O projeto ocupará o prédio histórico da Rua 252, no Setor Leste Universitário, e reunirá preservação patrimonial, exposições, recursos tecnológicos e atividades educativas sobre eletricidade e sustentabilidade.
O imóvel pertence atualmente ao Grupo EDP e abrigou o primeiro centro de distribuição de energia da região. Construído em 1956, ele recebeu equipamentos de controle e distribuição que contribuíram para a formação da infraestrutura energética local. A antiga Subestação de Goiânia foi a primeira do gênero no Brasil Central e teve papel decisivo para viabilizar a eletrificação necessária à construção e à inauguração de Brasília.
Restauro e novas atividades
Antes de receber o memorial, o edifício passará por restauro, recuperação e adaptação para novos usos. Os equipamentos históricos ainda existentes no prédio, atualmente desativado, serão realocados para preservar a autenticidade do espaço e permitir que os visitantes conheçam a evolução da geração e da distribuição de energia elétrica em Goiás e no Brasil Central.
A proposta prevê exposições digitais, realidade virtual, jogos educativos e outras ferramentas voltadas ao aprendizado e à conscientização sobre o uso eficiente da energia. O público também poderá percorrer a história do setor por meio de registros históricos, equipamentos preservados e recursos tecnológicos.
As obras estão previstas para começar ainda em 2026, com contrato de duração de cinco anos. Durante a execução, o espaço deverá receber exposições e seminários. O projeto será conduzido pela Elysium Sociedade Cultural, com patrocínio da EDP por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet.
Patrimônio histórico
O prédio foi tombado pelo Estado de Goiás em 2009, pelo Decreto nº 6.915, posteriormente alterado pelo Decreto nº 6.989, de 4 de setembro de 2009. O reconhecimento considera o imóvel patrimônio histórico e artístico estadual, especialmente pelos equipamentos técnicos desenvolvidos por empresas italianas e suíças para a Celg na década de 1950.
Depois da desativação dos equipamentos originais, no início dos anos 2000, o edifício passou a sediar o Centro Sociocultural da Celg. Essa função foi mantida até o fim da década de 2010, quando a privatização da companhia levou ao esvaziamento do imóvel.
O projeto também pretende conectar a memória da eletrificação a temas como educação, ciência, sustentabilidade e valorização do patrimônio histórico. A EDP informou que a iniciativa ocorre em um ano simbólico para a empresa, que celebra 10 anos de atuação no segmento de transmissão no Brasil e 30 anos de presença no país.







