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Paralisação em Goiânia mira reajustes no gás e regras do Gás do Povo
Brasil

Paralisação em Goiânia mira reajustes no gás e regras do Gás do Povo

Sinergás prevê mobilização de mais de 60 caminhões e cobra revisão dos valores pagos pelas distribuidoras e pelo programa.

Mais de 60 caminhões devem se concentrar no Centro de Destroca, em Goiânia, na segunda-feira, 21, durante uma mobilização de revendedores de gás de cozinha. O movimento é organizado pelo Sindicato dos Revendedores de Goiás, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul (Sinergás GO/MT/MS), que contesta aumentos no preço do botijão de 13 quilos (P13) e as condições de remuneração do programa Gás do Povo.

A estratégia anunciada pelo sindicato é impedir o carregamento dos veículos que levam os botijões aos pontos de revenda. O presidente da entidade, Zenildo Dias, afirmou que a paralisação no Centro de Destroca pode interromper a circulação do produto. “Se nós pararmos o Centro de Destroca, lá nós não vamos entrar para carregar. Não tem saída. Vai trancar tudo”, disse.

O local é usado para trocar recipientes vazios por botijões cheios de diferentes marcas. Segundo Zenildo, os revendedores costumam retirar novos produtos depois do movimento de vendas do fim de semana. Por isso, uma interrupção de dois ou três dias poderia começar a afetar o abastecimento. A duração da mobilização, porém, ainda dependerá das negociações com empresas e autoridades e dos desdobramentos do protesto.

Reajustes e preço ao consumidor

O Sinergás afirma que os aumentos aplicados pelas distribuidoras variam de R$ 4 a R$ 8 no botijão de 13 quilos. Para a entidade, considerando os custos do setor, um reajuste próximo de R$ 0,50 seria suficiente. Os revendedores também dizem não conseguir repassar integralmente os valores ao consumidor.

Zenildo questiona os critérios usados pelas companhias para definir os preços e afirma que o setor quer defender o consumidor. O sindicato pretende levar o caso ao Ministério Público Federal, à Polícia Federal, ao Ministério de Minas e Energia e à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Até o momento, de acordo com o presidente da entidade, não houve sinalização das distribuidoras ou do governo federal sobre uma revisão dos valores.

Questionamentos sobre o Gás do Povo

As condições de operação do Gás do Povo também estão entre as razões da mobilização. O sindicato avalia que a remuneração atual pode não cobrir os custos da entrega dos botijões destinados ao programa. Zenildo afirma que os revendedores recebem R$ 104 por botijão nessa operação e questiona a sustentabilidade econômica da atividade.

O setor considera suspender as entregas se não houver mudança nas condições comerciais. Para o presidente do Sinergás, uma interrupção prolongada poderia comprometer o funcionamento do programa, cuja distribuição depende da rede de revendedores. A entidade também prevê uma mobilização em Brasília no dia 23 para discutir as reivindicações.

Caso as negociações não avancem, Zenildo afirma que o sindicato poderá buscar medidas judiciais e ampliar a mobilização. O risco de falta de botijões, segundo as informações apresentadas pela entidade, dependerá da duração e da adesão ao movimento, além da capacidade de distribuidoras e revendedores manterem os estoques.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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