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Perícias vão apurar se atraso no parto levou à morte de gestante e gêmeos em Goiás
Brasil

Perícias vão apurar se atraso no parto levou à morte de gestante e gêmeos em Goiás

Polícia Civil investiga atendimentos em Porangatu e Uruaçu; Prefeitura abriu sindicância, enquanto instituto responsável pelo hospital contesta relação direta com o óbito.

A Polícia Civil vai analisar prontuários médicos e ouvir familiares, médicos e outros profissionais para esclarecer se uma intervenção anterior poderia ter evitado a morte de Adriana Inácio Silva e dos dois filhos gêmeos. A gestante foi atendida em Porangatu, transferida para Uruaçu e morreu após uma cesariana de emergência.

O delegado Luciano Santos, responsável pelo caso, afirmou que a investigação ainda está no início. A principal questão é saber se existia justificativa clínica para a demora na realização do parto e se a conduta adotada foi adequada diante do quadro apresentado pela paciente.

Durante o procedimento, um dos bebês foi retirado sem vida. O outro nasceu vivo e permaneceu internado na UTI Neonatal, mas também morreu. Adriana não resistiu após a cesariana. A causa da morte do segundo bebê não foi detalhada.

O que será analisado

A perícia médica deverá identificar a causa das mortes e examinar os prontuários de Adriana e dos filhos. A Polícia Civil pretende reconstruir a sequência dos atendimentos, verificar as condições clínicas da paciente em cada etapa e avaliar se a morte poderia ter sido evitada.

Adriana tinha histórico de hipertensão e estava grávida de gêmeos. Os investigadores também deverão apurar se ela apresentou eclâmpsia e síndrome de HELLP, complicação obstétrica relacionada a quadros hipertensivos da gestação.

“Precisamos saber se tem uma causa médica justificada”, afirmou Luciano Santos. Segundo ele, a eventual responsabilização dependerá das perícias e dos demais elementos reunidos no inquérito. Até o momento, nenhuma responsabilidade foi definida.

Os primeiros depoimentos devem ser prestados por familiares. Depois, a polícia pretende ouvir os profissionais envolvidos nos atendimentos realizados no Hospital Municipal de Porangatu e no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu.

Relato da família e transferência

De acordo com Jéssica Karolayne, filha de Adriana, a gestante procurou o Hospital Municipal com dores, enjoo e outros sintomas. A família afirma que ela permaneceu internada durante três dias, recebeu a informação de que poderia ter uma infecção urinária e teve alta sem apresentar melhora.

“Ela ficou três dias internada, falando que ela estava com infecção de urina”, relatou Jéssica. Ainda segundo o relato, Adriana voltou ao serviço de saúde depois de perceber que não sentia os movimentos dos bebês. Naquele mesmo dia, às 1h50 da manhã, ela teria informado que não sentia os filhos.

A paciente foi posteriormente transferida para o HCN. Conforme informações da unidade estadual, Adriana chegou em estado grave, com forte suspeita de morte de um dos fetos, e passou por uma cesariana de emergência.

Outras apurações

A Polícia Civil também investiga outro caso recente de possível negligência no Hospital Municipal de Porangatu. Segundo o delegado, uma mulher teria recebido medicação e sido liberada, retornando depois com sintomas. Uma possível infecção não teria sido identificada naquele momento, e ela morreu após desenvolver sepse generalizada.

Luciano Santos afirmou que há informações sobre a participação de um médico em outros episódios semelhantes, mas disse que uma eventual relação entre os casos ainda será investigada.

Paralelamente ao inquérito policial, a Secretaria Municipal de Saúde de Porangatu abriu uma sindicância administrativa. A pasta informou que cobra do Instituto Alcance Gestão em Saúde (IAGS), responsável pela administração do Hospital Municipal, documentos e esclarecimentos sobre o atendimento.

O instituto declarou que Adriana não morreu no Hospital Municipal de Porangatu, mas em outra unidade de saúde. A organização também afirmou confiar na equipe do hospital e disse que os profissionais atuam de forma contínua no atendimento aos pacientes.

As investigações deverão confrontar depoimentos, registros médicos e resultados das perícias para determinar se houve atraso injustificado no parto ou em outra intervenção e se alguma conduta diferente poderia ter evitado as mortes.

Texto produzido pela Redação Trilha de Viagem com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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